sábado, 7 de maio de 2011

Mais um entre muitos...

Me arrependo um pouco sobre muito
E muito sobre um pouco
Me arrependo de tanto descaso, babaquice, idiotice
Que talvez não deveria conhecer...
Será possível sentir pelos outros?
Sentir pelos outros o sentimento dos outros
Ou transformar o sentimento dos outros em seu?
No caso, meu.
Às vezes sou incapaz de enxergar coisas mais óbvias que uma gota d’água
Coisas mais óbvias e menos confusas que um sorriso, um bem querer, uma amizade, um amor, um olhar...
E tudo aquilo que é ao mesmo tempo tão claro e tão escuro.
E tudo aquilo que ao mesmo tempo em que é;
Perpetua a sua condição de hipótese.
Vivo sempre, constantemente, me debatendo e surrando com a possível existência de um mero talvez ou se.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Apenas mais um texto com partes de um pouco...

Hoje, ontem, anteontem
Eu andei pensando muito em tudo aquilo aqui por perto de mim
Andei pensando, desejando, tirando conclusões...
Entendido, me confundido e desacreditado
Andei lembrando muito de coisas que deveria esquecer
Andei tentando encontrar uma razão pra muito que não me cabe explicar
Andei procurando encontrar razões nos outros,
Quando muitas vezes nem mesmo os outros encontram sua própria razão
Andei tentando entender a perversão e a ingenuidade
Andei procurando – às vezes até desesperadamente – uma resposta
Que pudesse explicar toda a minha vida
Que pudesse explicar os rumos diferentes
Que pudesse explicar meu passado, meu presente
E talvez apontar uma direção para o futuro
Andei matutando tanto, mas tanto...
Andei me esforçando tanto que até parei
Parei de querer e fazer muita coisa
Parei de tentar entender muita coisa
Não se pode jamais entender profundamente sobre aquilo que se desconhece
Não se pode jamais entender perfeitamente razões que não são de si
Não se deve exigir dos outros aquilo que eles não podem dar
Mesmo se esse aquilo for o que se daria por eles
Cada um é cada um e cada qual é cada qual
Cada um tem seus motivos e cada qual seus pensamentos
Só quem é possuidor do verbo ser, sabe o que é viver.
Só quem é possuidor do verbo ser, sabe o que é viver.
E quanto a mim, eu fico aqui a esperar.
Estou agora, e sempre, sempre aqui apenas para esperar alguma coisa que nem eu mesma sei qual é.
Nem eu mesma sei o que é.
Estou a esperar aquilo que é meu, já está determinado como eu.
Nessa vida confusa, contraditória e impossibilitada de definição.
Estou esperando o que é meu, pelo que me é natural.

domingo, 27 de março de 2011

Eu só queria falar um pouco mais...

Eu só queria falar um pouco...
Daquilo que um dia foi presente, e continua tão presente na gente, mas agora é passado...
Do cabelo que cresceu e a gente quase não percebeu...
Das pessoas que mudaram mais rapidamente que a velocidade da luz...
Daqueles que se esqueceram de lembrar que existem outras pessoas no mundo...
Daqueles sentimentos que tanto se deseja remover do coração, mas nele continuam cravados como um broche em um tecido...
De tudo o que é bonito e já fomos um dia, mas por motivos quase sempre nada claros trancamos em algum lugar bem fechado e escondido no interior de nós...
Dos dias que passam mais rápido do que qualquer um possa compreender...
De todas as coisas que nos esquecemos de dizer, ou daquelas que lembramos mas falta coragem pra pronunciar...
De todos os momentos bons que num piscar de olhos viraram apenas boas lembranças...
De todas as coisas lindas do mundo...
De tudo aquilo que é especial, mas foi deixado para trás...
De todas as pessoas que amamos, porém foram afastadas voluntária ou involuntariamente de nossas vidas...
De todos os erros por nós ignorados...
De todo aquele orgulho no peito guardado...
De tudo aquilo que pensamos e não conseguimos falar...
De todo sentimento que sentimos, mas não conseguimos expressar...
De tudo aquilo que foi e que de alguma forma continua sendo, mesmo que inexplicitamente em nós...
De tudo aquilo que é tudo dentro de nós.
Eu só queria falar um pouco...
Eu só queria explicar um pouco mais...
Eu só queria conseguir mostrar um pouco mais...
Alguma coisa sobre tudo aquilo que está guardado em nós...
De tudo aquilo que está sendo deixado para trás.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Um pouco de mim em mim...

Quando em algum momento você percebe sem perceber...
Chega a perceber sem querer e por não querer
Que na verdade a vida leva a pessoas e lugares jamais imaginados, e muito menos planejados...
Que tudo aquilo que um dia foi considerado como verdade incondicional e eterna, simplesmente muda num piscar de olhos
Que pouco tempo é muito tempo
Que seis meses são extremamente valiosos
Que seis meses podem mudar tudo
Que pouco tempo pode ser muito
Muito tempo no mundo...
Pouco tempo pode enfim mudar tudo no mundo...
Ou uma vida toda.
Ao olhar para seis meses atrás, consigo apenas observar como todas as coisas mudaram
Meus lugares, meus amigos...
Minha rotina, meus passatempos, meus desejos e meus planos
Seria eu apenas inconstante?
Ou seria o mundo todo assim igual a mim?
E onde foram parar aqueles meus sonhos?
Para onde se foi aquilo que não consigo mais encontrar aqui?
Para onde foi aquela possibilidade de vida que hoje é assim tão diferente?
Aquilo tudo que agora não é mais meu...
Quantos caminhos deve uma pessoa percorrer para chegar até um lugar onde se encontre com ela mesma?
O lugar em que ela finalmente opta por habitar?
E o que seria esse mundo com freqüências tão diferentes?
Tudo é tão tudo nesse mundo
Tudo é tão tudo e diferente no mundo...
Tudo é tão tudo e diferente...
Tudo é tão tudo e diferente dentro da gente.
Ainda que finalmente...
Eu perceba que algumas coisas sempre permanecem
Talvez não aquelas esperadas
Talvez não algo para o qual fosse reservado demasiado valor
Porém algumas coisas sempre permanecem...
Algumas pessoas, histórias
Alguns desejos, idéias e ideais...
Algumas lembranças, algum passado
Algumas coisas pequenas nem tão pequenas assim
Sempre são para sempre
E o sempre, e o para sempre nunca acabam...
Enquanto aquele restinho de tudo continuar a permanecer
Enquanto ainda houver alguma coisa boa nesse mundo...
Enquanto ainda houver um pouco de mim em mim

terça-feira, 15 de março de 2011

Acaso, amigo...O acaso.

O tempo passa, mas eu não passo
O mundo muda enquanto meu eu continua estático
Tudo gira ao meu redor através do tempo que, aos poucos, se esquiva de mim
Os dias fogem entre meus dedos e vão assim determinando os minutos perdidos no relógio da minha vida
E mesmo assim, eu continuo estática
Continuo estática no tempo enquanto tudo muda ao meu redor
Continuo eu, desde o momento em que meu caráter começou a ser definido pelos dias
E mesmo assim, nada se modifica em mim.
Seria isso resultado de vontade não manifestada de parar meu relógio ou o tempo universal?
Seria isso desejo de parar por alguns segundos e olhar para trás?
Voltar a ter tudo aquilo que tinha antes, e tornar reais as coisas que não foram...
Talvez essa seja apenas mais uma confusão resultante de um sonho indesejado
Ocasionalidades, fases...
O acaso, amigo, sempre estará ao meu lado quando eu mais precisar.

terça-feira, 8 de março de 2011

Sobre pessoas e um pouco de amizade...

Os últimos dias me causaram sensações que fizeram refletir sobre a amizade e seus verdadeiros significados. O conceito do que define um “amigo”, e o que esse deve – ou deveria – significar. Pretendo agora conseguir transmitir minhas conclusões - ou não - através de palavras. Espero ser coesa.

Sobre pessoas e um pouco de amizade...

Na verdade, o que é o amigo?
Qual o verdadeiro significado da palavra amizade?
Qual a importância de um amigo na vida de alguém?
Não sei, realmente não sei... Mas posso dizer por mim, o pouco que consigo compreender.
Amigo é aquele que estrutura o outro nas horas difíceis. Que ajuda. Que compreende.
Amigo é sempre aquele que defende. Que não deixa nenhum mal atingir as pessoas por quem se tem um carinho tão especial.
Não digo que um amigo deve apoiar os erros do outro. Muito pelo contrário, o amigo de verdade sempre mostra onde o outro está errado. Mostra modos diferentes de se enxergar uma mesma situação. Mas um amigo não abandona o outro jamais. Um amigo deve ajudar o outro a superar suas dificuldades, a compreender melhor as coisas, porém não deve abandonar o outro, mesmo que este esteja errado.
Amigos são definidos como sendo aqueles por quem se tem amizade. Aliados, por quem se sente afeição e carinho. Amigo é o adjetivo que define aquele que quer bem, aquele a quem se quer bem. Aquele que se conhece há bastante ou pouco tempo, mas de quem se gosta muito. Aquele por quem se tem respeito, e é recíproco.
Amigo é aquele em quem se pode confiar. Aquele que não julga jamais. Amigo de verdade é aquele com quem se pode contar em todas, e para todas, as horas. Aquele a quem não é necessário contar algo: o amigo de verdade sente o outro amigo. Amigos têm sempre a mesma sintonia. Um amigo sempre percebe quando o outro não está bem. Um amigo de verdade sempre acredita no outro e em seus sentimentos. Amigos não duvidam jamais, independente da distância espacial ou temporal. 15 anos podem se passar, mas o carinho sempre continua o mesmo.
Embora alguns amigos possam ser escolhidos, os bons e verdadeiros simplesmente aparecem na vida de alguém. Aparecem e confortam nos momentos difíceis. E surpreendentemente, hoje sei que nem sempre aqueles que julgamos serem nossos amigos para uma vida toda, realmente são. Os verdadeiros amigos aparecem para dedicar afeto nos momentos conturbados. E eles muitas vezes não são aqueles que julgamos ser verdadeiros amigos. Agora compreendo que as pessoas realmente enganam, para o bem e para o mal. E no momento em que isso é descoberto, os amigos verdadeiros também são.
Para terminar, posso dizer que amigos nunca se aproximam por interesse. Os reais amigos amam pelo que farejam em relação às pessoas: confiança, respeito, camaradagem, cumplicidade e lealdade. A amizade é constituída e fortalecida nos momentos fáceis e nos complicados. A amizade é um dos maiores bens da humanidade, e os amigos verdadeiros fazem valer uma vida toda. Amigos verdadeiros possuem os mesmos valores dos membros ideais de uma família, porém com uma diferença: o amor de amizade não advém de relações genéticas. O amor de amizade, assim como o amor entre um homem e uma mulher, surge pelas qualidades, afinidade e atitudes vindas de ambas as partes.
Sou feliz pelos meus amigos. Sou feliz por ter os amigos que tenho. Sei que apesar de todas as minhas imperfeições, sempre poderei contar com pessoas especiais e únicas. Gostaria realmente de encontrar palavras boas o suficiente para expressar o amor e a gratidão que sinto pelos meus amigos.


I Love you guys!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Sobre um pouco de tempo...

De uns dias pra cá, andei pensando muito sobre algumas coisas. Difícil de acreditar, mas todas elas sempre acabavam por me levar a uma única porta, que sempre então terminava por me fazer deparar com a palavra tempo.
Sei lá, acho que entendi o real valor do tempo na vida de um ser humano, ou pelo menos na minha vida. Percebi que o tempo é tudo. Ele é capaz de modificar, fazer entender, aliviar, mostrar, trazer, e afastar. O tempo é tudo, o tempo faz quase tudo. Tirando apenas algumas pequenas circunstâncias permanentes, o tempo é capaz de alterar todo o resto. Ele não apaga, mas sempre transforma tudo.
O amor acaba por virar amizade. O presente sempre vira passado, e a amizade também pode se tornar amor. A necessidade às vezes se torna desnecessária. O corpo e a mente mudam. Dos amigos, apenas os bons e sinceros continuam sempre a fortalecer os elos do sentimento, enquanto os outros se afastam em certo ponto, para talvez nunca mais voltar. Alguns amigos vão, mas sempre voltam. Os leais amigos são descobertos devido às artimanhas do tempo. E o tempo também faz parar de doer, aquieta sentimentos. Embora algumas feridas deixem cicatrizes que sempre nos recordam de acidentes que ocorreram no passado, o sofrimento seca junto à área machucada, e de tudo, permanece apenas a memória. Memória indolor, que além de sempre muito forte, também é enfraquecida pelo tempo. Suas cores acabam por desaparecer junto ao tempo, assim como as cores de uma tela pintada à tinta óleo.
E apesar disso tudo, qual é a conclusão que se pode sugar do tempo? A única certeza que tenho, é que o tempo tem o poder de nos levar a nós mesmos, mostrar e conduzir ao caminho criado por cada um individualmente, guiar o ser humano em sua própria direção, escolhida quase sempre por livre arbítrio. O tempo é tudo nessa vida, e o tempo também pode ser nada. O tempo é sempre muito tempo.