domingo, 29 de abril de 2012
Dreams
Anos, meses, dias, horas, minutos
Tudo continuamente tão rápido
Que também os segundos já nem mais se vê
Quantas pessoas especiais vão continuar sempre a mudar?
E os fracos, quantos estragos ainda irão causar com suas dores?
Olho para os cantos buscando respostas que jamais poderão ser concretas
Ao contrário, apenas impossíveis por inteiro
A verdade é sempre incerta
Eis algo que jamais deve ser esquecido
Tantas vezes, de tristeza a vida se faz...
Quando erros somados às armadilhas do acaso pegam a todos desprevenidos
Desmontam os cegos de coração
E quando se volta a enxergar, acontece de nada mais poder ser feito
Muitas vezes só é preciso permitir abrir um pouco mais os olhos
E sentir tudo passar
Deixar ir embora
Exatamente como plumas
Brancas
Como o vento
Voando
E batendo em nossos rostos.
Assim, mais uma vez, respirar..
Pense,
Que jamais se deve deixar de sonhar
Ou abandonar um sonho
Tudo me parece tão inadequado
Quando se trata de deixar um amor
Qualquer seja sua forma.
Olhe aqui, se tudo está nos olhos de quem vê
Cada um enxerga apenas aquilo que deseja
E aqui retornamos à verdade, sempre relativa
Por isso existem tantos enganos e desenganos
Tantos enganos pelo mundo todo
E a gente nunca compreende o que realmente deve ser
Ai quem sabe, fechar os olhos?
Tudo é oposto
Vidas inteiras têm na construção de suas bases, pura e genuína contradição.
"We are such stuff as dreams are made on, and our little life
is rounded with a sleep." William Shakespeare
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Sobre mim nada mais já sei
Que não seja o conflito sobre aquilo tudo que realmente sou
Meus olhos refletindo não dizem muita coisa sobre a individualidade de alguém
Ou apontam peculiaridades comuns a todos aqueles por ser humano determinados
Aquilo que desejo, já não sei
Aquilo que amo, já não compreendo
Meus objetivos se confundem entre caminhos de moldes irregulares
E já não sou mais capaz de distinguir nem mesmo aquilo que sempre acreditei ser verdade em algum lugar de mim
Então o que sou, afinal?
Montes de dúvidas e questionamentos talvez impossíveis de se responder
O densentendimento do passado com a incompreensão do presente
Medos e temores adicionados à vontade de refazer o todo que existe aqui
E seguir adiante
E fazer de novo
E tentar
E recomeçar
Sempre, recomeçar.
Com a esperança de um novo dia que traga algo milagrosamente regenerador
Ou apenas apto a modificar mesmo que uma pequena parcela do que precisa ser alterado em mim
Preciso mudar em mim.
Preciso que mude em mim.
Que não seja o conflito sobre aquilo tudo que realmente sou
Meus olhos refletindo não dizem muita coisa sobre a individualidade de alguém
Ou apontam peculiaridades comuns a todos aqueles por ser humano determinados
Aquilo que desejo, já não sei
Aquilo que amo, já não compreendo
Meus objetivos se confundem entre caminhos de moldes irregulares
E já não sou mais capaz de distinguir nem mesmo aquilo que sempre acreditei ser verdade em algum lugar de mim
Então o que sou, afinal?
Montes de dúvidas e questionamentos talvez impossíveis de se responder
O densentendimento do passado com a incompreensão do presente
Medos e temores adicionados à vontade de refazer o todo que existe aqui
E seguir adiante
E fazer de novo
E tentar
E recomeçar
Sempre, recomeçar.
Com a esperança de um novo dia que traga algo milagrosamente regenerador
Ou apenas apto a modificar mesmo que uma pequena parcela do que precisa ser alterado em mim
Preciso mudar em mim.
Preciso que mude em mim.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Miragem
Isso tudo me faz pensar
Como é triste saber que há coisas que não retornam jamais
Bons momentos, amizades, algo que um dia trouxera alegrias ou boas sensações
Algum cheiro bom ou sentimento bonito
O fruto que já agora se encontra provavelmente perdido
E descobrir que tudo não foi tão bem aproveitado
Talvez mesmo um pouco desperdiçado
Então uma sensação estranha sopra em algum lugar dentro da gente
A lembrança que chega e faz sentir no peito algo um pouco vazio
Nada de calor, tampouco reconforto
O nome disso tudo é saudade.
Se houvesse condição de voltar no tempo e reviver boas lembranças...
Se houvesse condição de aproveitar tudo até o último segundo de um momento
Se antes do fim o sentimento de saudade por nós já fosse conhecido
Quem sabe tanta coisa não pudesse ser extremamente diferente no mundo
Quem sabe o planeta Terra não fosse um lugar mais feliz?
E as conseqüências da felicidade apenas trariam bem, enfim.
Apenas uma vez que nada é o que parecia
Nada é o que se imaginava
Tudo é o que se temia
Agora eu poderia dizer um pouco mais sobre os enganos da vida
Tudo aquilo que acreditou ser verdadeiro e nada passava de uma simples miragem refletindo sobre nossos olhos
A vida é assim e sempre será...
Até o dia em que mudarmos algo muito grande dentro de nós.
Como é triste saber que há coisas que não retornam jamais
Bons momentos, amizades, algo que um dia trouxera alegrias ou boas sensações
Algum cheiro bom ou sentimento bonito
O fruto que já agora se encontra provavelmente perdido
E descobrir que tudo não foi tão bem aproveitado
Talvez mesmo um pouco desperdiçado
Então uma sensação estranha sopra em algum lugar dentro da gente
A lembrança que chega e faz sentir no peito algo um pouco vazio
Nada de calor, tampouco reconforto
O nome disso tudo é saudade.
Se houvesse condição de voltar no tempo e reviver boas lembranças...
Se houvesse condição de aproveitar tudo até o último segundo de um momento
Se antes do fim o sentimento de saudade por nós já fosse conhecido
Quem sabe tanta coisa não pudesse ser extremamente diferente no mundo
Quem sabe o planeta Terra não fosse um lugar mais feliz?
E as conseqüências da felicidade apenas trariam bem, enfim.
Apenas uma vez que nada é o que parecia
Nada é o que se imaginava
Tudo é o que se temia
Agora eu poderia dizer um pouco mais sobre os enganos da vida
Tudo aquilo que acreditou ser verdadeiro e nada passava de uma simples miragem refletindo sobre nossos olhos
A vida é assim e sempre será...
Até o dia em que mudarmos algo muito grande dentro de nós.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Talvez, muito talvez.
Talvez 3:26 da madrugada fosse um bom horário para eu estar dormindo e seja um péssimo horário para bloggar, e mesmo assim cá estou eu 3:27 da madrugada (o tempo passa rápido, minha gente)tentando encaixar minhas palavras no tempo curto que passa tão rapidamente e quando eu menos esperar já será 03:28 (agora). Minha internet da vivo está tão lenta que não consigo ao menos twittar "I know exactly who I´m", tenho sido picada por pernilongos há horas e há um projeto de mariposa voando perto da minha mesa de jantar (ou a mesa de jantar da minha mãe, ou da casa dos meus pais, para ser mais precisa). Estou com uma alergia atacada no pescoço e quanto mais eu cutuco a alergia mais ela irrita a minha pele. Hoje assisti dois filmes na sala (coisa que não faço há umas boas semanas), algo que resultou num surto repentino de vontade de desenhar (seja lá qual for a estranha razão). Eu, desenhando. Eis uma das coisas mais nonsensical que podem existir, porém algo de que sempre gostei muito durante toda minha vida (mesmo que muito secretamente). Aliás, eu desenho mal pra caralho. Bom, agora são 3:33 da madrugada e minhas canelas estão coçando por causa das picadas e o meu pescoço está ardendo devido à alergia e esse meu texto não faz nenhum sentido. E dai? E dai que uma vez um amigo meu me disse que não se deve falar em primeira pessoa em um blog, pois tal atitude torna o narrador/persoganem/principal extremamente vulnerável aos olhares alheios. Isso significa que eu realmente não deveria contar que os meus desenhos de hoje envolveram frases como um mantra por mim muito estimado, uma frase inglesa oriunda da primeira metade do século XX, e uma música argentina. Ou então que eu escrevi tudo à lapiseira e pintei tudo à giz. Muito menos que eu gostei do que fiz e me senti bem desenhando feito uma criança estudante pré- escolar e sem talento algum (diga-se de passagem). Nem sobre a intensidade do bem que desenhar assim tão mal causou em alguma parte de mim ou sobre como estou me sentindo tranquila agora ou sobre como tais momentos fazem com que eu me sinta plena em todos os sentidos no que diz respeito àquele tal de auto-conhecimento. Então talvez agora eu possa terminar explicando o meu tweet "I know exactly who I´m". Sim, digo que "I know exactly who I´m" e agora posso dormir muito mais que tranquila. Boa noite a você também, que sabe "exactly who you are". Adios!
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Vale a pena no meio de tanta confusão.
Dia 08 de dezembro e o ano cada vez mais próximo do final. Você para e pensa sobre tudo ao seu redor e percebe que o tudo é sempre a mesma coisa toda. Pode não fazer muito sentido, mas é assim. Você continua acordando atrasado, trabalhando e reclamando, está quase de férias da faculdade (caso já não esteja), vê amigos com certa frequência e todos os dias continua a fazer sempre e sempre a mesma coisa.
Procura livros que digam algo sobre isso tudo ou sobre si mesmo e fica puto quando descobre que quase nada pode dizer alguma coisa sobre aquilo que nem mesmo você sabe o que deve ser que possa dizer. Você anda nas ruas e vê coisas e gente o tempo todo e mesmo assim não consegue entender o que significa ver essas coisas e pessoas e cachorros andando, gatos talvez, todos aqueles carros enchendo as ruas e fazendo barulhos, um puta sol forte e calor, muito calor, e a vontade de poder estar em qualquer outro lugar junto a vontade de poder estar apenas onde se está, modificando talvez aquelas coisas que te fazem querer estar distante e juntando-as a partículas que perpetuam aquilo que se pode chamar de felicidade, os seus amigos, alguma coisa inusitadamente engraçada, ou o modo com que o sol apesar de forte e quente carrega resquícios que aquecem alguma coisa por dentro, ou um cachorro bonitinho fazendo graça na rua, ou presença de uma pessoa para ajudar outra, perceber que o mundo apesar de muito podre também é muito bom e que sempre existem dois lados diferentes de uma mesma moeda, ou dar um beijo na sua mãe, rir, rir, rir e rir como se os dentes pudessem saltar da face, alguém para conversar e entender, ou apenas uma calmaria interior quando você deita em sua cama ou toma um banho ou anda pelas ruas para chegar a algum lugar, uma calmaria que tranquiliza e chega ao cérebro causando as mesmas sensações que uma música doce e boa soa aos ouvidos.
Então você para e pensa assim: mas o que! Qual o sentido disso tudo ou será que tudo valeu, vale, valerá a pena e os maus momentos também, por que os bons mesmo que pequenos sempre conseguem fazer desaparecer qualquer mau momento ou má lembrança, adoçando aquilo que se encontra amargo ou clarificando o que está escuro. E então você se lembra que como por Fernando Pessoa já fora dito, ‘tudo vale a pena quando a alma não é pequena’. E ela não é.
Procura livros que digam algo sobre isso tudo ou sobre si mesmo e fica puto quando descobre que quase nada pode dizer alguma coisa sobre aquilo que nem mesmo você sabe o que deve ser que possa dizer. Você anda nas ruas e vê coisas e gente o tempo todo e mesmo assim não consegue entender o que significa ver essas coisas e pessoas e cachorros andando, gatos talvez, todos aqueles carros enchendo as ruas e fazendo barulhos, um puta sol forte e calor, muito calor, e a vontade de poder estar em qualquer outro lugar junto a vontade de poder estar apenas onde se está, modificando talvez aquelas coisas que te fazem querer estar distante e juntando-as a partículas que perpetuam aquilo que se pode chamar de felicidade, os seus amigos, alguma coisa inusitadamente engraçada, ou o modo com que o sol apesar de forte e quente carrega resquícios que aquecem alguma coisa por dentro, ou um cachorro bonitinho fazendo graça na rua, ou presença de uma pessoa para ajudar outra, perceber que o mundo apesar de muito podre também é muito bom e que sempre existem dois lados diferentes de uma mesma moeda, ou dar um beijo na sua mãe, rir, rir, rir e rir como se os dentes pudessem saltar da face, alguém para conversar e entender, ou apenas uma calmaria interior quando você deita em sua cama ou toma um banho ou anda pelas ruas para chegar a algum lugar, uma calmaria que tranquiliza e chega ao cérebro causando as mesmas sensações que uma música doce e boa soa aos ouvidos.
Então você para e pensa assim: mas o que! Qual o sentido disso tudo ou será que tudo valeu, vale, valerá a pena e os maus momentos também, por que os bons mesmo que pequenos sempre conseguem fazer desaparecer qualquer mau momento ou má lembrança, adoçando aquilo que se encontra amargo ou clarificando o que está escuro. E então você se lembra que como por Fernando Pessoa já fora dito, ‘tudo vale a pena quando a alma não é pequena’. E ela não é.
domingo, 13 de novembro de 2011
Nó.
Doçura real ou fictícia
A mentira na verdade
Ou a verdade entrelaçada com a mentira
O que somos afinal?
Multidões de contrariedades
E personalidades mal formadas
O sorriso e a tristeza
A verdade e a mentira
O amor e sua ausência
Raiva, rancor, ressentimento
Felicidade, bem querer, saudade
A criação do hoje embasada em retrato anterior
E aquilo que nos forma; pedaços de lembranças
Resquícios de inveja e admiração por outrem
Inveja e admiração e seus limites tênues
Um devorado ao raiar do outro
Falta de nexo por meio de todo o aparelho cerebral
E o coração sendo enganado pelo cérebro
E o cérebro esmagado pelo coração
Então o que nos torna nós, afinal?
O que nos torna nós?
Nós.
A mentira na verdade
Ou a verdade entrelaçada com a mentira
O que somos afinal?
Multidões de contrariedades
E personalidades mal formadas
O sorriso e a tristeza
A verdade e a mentira
O amor e sua ausência
Raiva, rancor, ressentimento
Felicidade, bem querer, saudade
A criação do hoje embasada em retrato anterior
E aquilo que nos forma; pedaços de lembranças
Resquícios de inveja e admiração por outrem
Inveja e admiração e seus limites tênues
Um devorado ao raiar do outro
Falta de nexo por meio de todo o aparelho cerebral
E o coração sendo enganado pelo cérebro
E o cérebro esmagado pelo coração
Então o que nos torna nós, afinal?
O que nos torna nós?
Nós.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Apenas mais uma noite como esta...
Noites amenas como esta
Depois de um dia longo e rotineiro
E andar nas ruas e fazer alguma coisa para comer
Depois sentar na cama e acender um cigarro
E colocar alguma música tranqüila para tocar
E soltar a fumaça devagar pela boca para aproveitar cada resquício do gosto do tabaco
Querendo aproveitar cada momento da tranqüila solidão praticamente rara
E pensar sobre as coisas, todas as coisas...
Tirar os sapatos mas não as meias, de forma a esquentar um pouco mais os pés...
Poder sentir o vento batendo da janela aberta do décimo quinto andar diretamente nas costas
E desejar muita paz, paz
Perceber que as coisas andam tranqüilas e que nada é realmente dor ou sofrimento
Apenas uma sensação boa no coração
Mesmo com algo estranho que bata no peito uma vez ou outra
Saudade, quem sabe
E logo tudo se vai e tudo passa e tudo volta a ser contemplação de um momento
Os móveis, as cores, os cheiros...
A vontade de conversar com um amigo e falar sobre todas as coisas que são proibidas a si mesmo
Mas então, o que é realmente proibido?
Apenas aquelas coisas que tentamos com toda força esconder de nós mesmos...
Até quando?
Até o fim de algum dia incrivelmente longo, talvez.
Depois de um dia longo e rotineiro
E andar nas ruas e fazer alguma coisa para comer
Depois sentar na cama e acender um cigarro
E colocar alguma música tranqüila para tocar
E soltar a fumaça devagar pela boca para aproveitar cada resquício do gosto do tabaco
Querendo aproveitar cada momento da tranqüila solidão praticamente rara
E pensar sobre as coisas, todas as coisas...
Tirar os sapatos mas não as meias, de forma a esquentar um pouco mais os pés...
Poder sentir o vento batendo da janela aberta do décimo quinto andar diretamente nas costas
E desejar muita paz, paz
Perceber que as coisas andam tranqüilas e que nada é realmente dor ou sofrimento
Apenas uma sensação boa no coração
Mesmo com algo estranho que bata no peito uma vez ou outra
Saudade, quem sabe
E logo tudo se vai e tudo passa e tudo volta a ser contemplação de um momento
Os móveis, as cores, os cheiros...
A vontade de conversar com um amigo e falar sobre todas as coisas que são proibidas a si mesmo
Mas então, o que é realmente proibido?
Apenas aquelas coisas que tentamos com toda força esconder de nós mesmos...
Até quando?
Até o fim de algum dia incrivelmente longo, talvez.
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