As palavras certas, eu sei que existem em algum lugar
Um dia ei de encontrá-las para poder evidenciar
Minh´alma doce e amarga
E tudo aquilo que não quer calar
Necessidades de reprimir impulsos sinceros e internos
Que nem ao menos a face é capaz de ao mundo mostrar
Tudo o que fica de tudo o que vai e vem
E a imensidão que se encontra guardada no peito de alguém
Um dia, eu sei
Que um dia encontrarei.
Que um dia talvez saberei.
domingo, 21 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
A primeira das histórias sobre João Ninguém
João ninguém nasceu em mais um dia desses sem identidade. Um dia comum no mundo, cheio de coisas especiais e tragédias genuínas. Completou um ano de idade num dia desses considerados de azar por alguns supersticiosos. Cresceu e foi vivendo a vida assim, levando um dia após o outro. Se não me recordo de muitas coisas especiais em sua trajetória, a qual acompanhei com olhos atentos através da fechadura de uma porta, talvez a razão seja que ele não os tenha tido. Mas viveu, sim. E algumas coisas marcaram.
Acontece que João sofreu muito no decorrer de um período em sua vida. Talvez sua sensibilidade tenha feito com que sofresse mais que uma pessoa considerada comum. Bem ele, que era João Ninguém. Sobrenome que marcou sua vida e fez com que se lembrasse de sua condição durante muito tempo. João Ninguém. Ninguém, João.
João teve diversos problemas durante sua adolescência. Era tachado de bobo na escola. Sua timidez sempre o impedira de ir um pouco mais além, mostrar seu verdadeiro potencial. E era também diferente das demais crianças. Sempre se importara muito em conseguir dar o melhor de si. Fosse aos estudos, amizades, na família, na aparência, no amor. E buscara sempre conseguir chegar, ao menos, perto de alcançar a perfeição.
Ao terminar o ensino médio, João viveu sobre a constante pressão de conseguir se encaixar em alguma coisa que lhe proporcionasse não apenas um futuro agradável, mas também algo que fosse capaz de suprir suas necessidades do coração. Para ele, importava mais viver daquilo que amava. Mas o que é que amava? Nem ele sabia. E no meio de toda a confusão entre procuras e procuras, João encontrou uma coisa que talvez fizesse sentido. Encontrou por influência externa, mas encontrou. Infelizmente, tal coisa me é um assunto assim, discretamente proibido.
Durante sua pacata vida louca de alguém chamado Ninguém, João (assim como todas as demais pessoas) se apaixonara algumas vezes. Para sua infelicidade, nada que fizesse algum sentido real, ou fosse capaz de preencher todas aquelas lacunas que só outro alguém é capaz de colorir. Então João amava, se arrependia, e depois olhava para tudo como pensando que tivesse sido apenas mais um daqueles sonhos longos. Quando ele acordava, não restava mais nada, apenas vagas lembranças.
De qualquer forma, acredito que não se possa comentar sobre os amores de João sem citar o momento em que ele encontrou uma menina. É claro que a história do sonho aconteceu, como com todas as outras. Esta, porém, mexeu com alguma coisa diferente dentro dele. Era uma menina que aparentava estar sempre calma, apesar de sua eterna inquietude. Ela tinha lá seus problemas na vida, estando a maioria localizada dentro de si. Problemas internos, assim como João. Dizem por ai que aqueles que vivem na eterna busca pela perfeição são os que mais sofrem. Enfim, as coisas, como sempre, deram errado para João Ninguém. Ele e a menina bonita nunca mais se viram. Mas João aprendera muito no tempo em que esteve com ela, ainda mais no tempo em que sentira o peso de sua ausência. Tempo breve e profundo, diga-se de passagem.
Termino aqui então escrevendo sobre algumas das lições de João. A maior delas, sem dúvidas, foi descobrir que ele não era tão ninguém assim. Todo mundo é alguém a partir do momento em que faz falta na vida de alguém. E mesmo longe, a menina também se lembrou dele no decorrer de várias noites. Algumas até mesmo sem dormir. João também finalmente aprendeu com seus erros. Parou de tentar ser perfeito o tempo todo. Entendeu que a vida é imperfeição, e que a verdadeira perfeição deve apenas ser imperfeita. Esta é a regra do mundo. E que no meio de tanta gente, um simples sorriso ou gesto de amor tira a condição de alguém passar despercebido. Entendeu que as coisas pequenas são as que realmente valem a pena, nada além. E que quando se tem tudo, não se deve jamais sentir falta daquilo que não está presente. João entendeu que se deve amar aquilo que existe ao seu redor. E que se deve amar as pessoas que o amam também. Valorizar. João aprendeu tanto, mas tanto. Aprendeu tanto, que ao olhar pro seu interior, descobriu o bem que ele poderia ser. E passou a dedicar o resto de seus dias a tentar melhorar alguma coisa em si, sempre. Jamais buscou novamente a perfeição, apenas tentou fazer com que os dias de todos que se encontravam presentes em sua vida valessem um pouco mais a pena. João aprendeu a amar. E depois viveu todos os seus dias se lembrando de que ser Ninguém não lhe era mais que apenas uma opção. E que tudo, um dia, tudo volta para o seu lugar. Só depende do tempo e de cada um. E então, em paz, João encontrou seu próprio destino. Assim, sempre como quem não quer nada e anda um pouco distraído...
Acontece que João sofreu muito no decorrer de um período em sua vida. Talvez sua sensibilidade tenha feito com que sofresse mais que uma pessoa considerada comum. Bem ele, que era João Ninguém. Sobrenome que marcou sua vida e fez com que se lembrasse de sua condição durante muito tempo. João Ninguém. Ninguém, João.
João teve diversos problemas durante sua adolescência. Era tachado de bobo na escola. Sua timidez sempre o impedira de ir um pouco mais além, mostrar seu verdadeiro potencial. E era também diferente das demais crianças. Sempre se importara muito em conseguir dar o melhor de si. Fosse aos estudos, amizades, na família, na aparência, no amor. E buscara sempre conseguir chegar, ao menos, perto de alcançar a perfeição.
Ao terminar o ensino médio, João viveu sobre a constante pressão de conseguir se encaixar em alguma coisa que lhe proporcionasse não apenas um futuro agradável, mas também algo que fosse capaz de suprir suas necessidades do coração. Para ele, importava mais viver daquilo que amava. Mas o que é que amava? Nem ele sabia. E no meio de toda a confusão entre procuras e procuras, João encontrou uma coisa que talvez fizesse sentido. Encontrou por influência externa, mas encontrou. Infelizmente, tal coisa me é um assunto assim, discretamente proibido.
Durante sua pacata vida louca de alguém chamado Ninguém, João (assim como todas as demais pessoas) se apaixonara algumas vezes. Para sua infelicidade, nada que fizesse algum sentido real, ou fosse capaz de preencher todas aquelas lacunas que só outro alguém é capaz de colorir. Então João amava, se arrependia, e depois olhava para tudo como pensando que tivesse sido apenas mais um daqueles sonhos longos. Quando ele acordava, não restava mais nada, apenas vagas lembranças.
De qualquer forma, acredito que não se possa comentar sobre os amores de João sem citar o momento em que ele encontrou uma menina. É claro que a história do sonho aconteceu, como com todas as outras. Esta, porém, mexeu com alguma coisa diferente dentro dele. Era uma menina que aparentava estar sempre calma, apesar de sua eterna inquietude. Ela tinha lá seus problemas na vida, estando a maioria localizada dentro de si. Problemas internos, assim como João. Dizem por ai que aqueles que vivem na eterna busca pela perfeição são os que mais sofrem. Enfim, as coisas, como sempre, deram errado para João Ninguém. Ele e a menina bonita nunca mais se viram. Mas João aprendera muito no tempo em que esteve com ela, ainda mais no tempo em que sentira o peso de sua ausência. Tempo breve e profundo, diga-se de passagem.
Termino aqui então escrevendo sobre algumas das lições de João. A maior delas, sem dúvidas, foi descobrir que ele não era tão ninguém assim. Todo mundo é alguém a partir do momento em que faz falta na vida de alguém. E mesmo longe, a menina também se lembrou dele no decorrer de várias noites. Algumas até mesmo sem dormir. João também finalmente aprendeu com seus erros. Parou de tentar ser perfeito o tempo todo. Entendeu que a vida é imperfeição, e que a verdadeira perfeição deve apenas ser imperfeita. Esta é a regra do mundo. E que no meio de tanta gente, um simples sorriso ou gesto de amor tira a condição de alguém passar despercebido. Entendeu que as coisas pequenas são as que realmente valem a pena, nada além. E que quando se tem tudo, não se deve jamais sentir falta daquilo que não está presente. João entendeu que se deve amar aquilo que existe ao seu redor. E que se deve amar as pessoas que o amam também. Valorizar. João aprendeu tanto, mas tanto. Aprendeu tanto, que ao olhar pro seu interior, descobriu o bem que ele poderia ser. E passou a dedicar o resto de seus dias a tentar melhorar alguma coisa em si, sempre. Jamais buscou novamente a perfeição, apenas tentou fazer com que os dias de todos que se encontravam presentes em sua vida valessem um pouco mais a pena. João aprendeu a amar. E depois viveu todos os seus dias se lembrando de que ser Ninguém não lhe era mais que apenas uma opção. E que tudo, um dia, tudo volta para o seu lugar. Só depende do tempo e de cada um. E então, em paz, João encontrou seu próprio destino. Assim, sempre como quem não quer nada e anda um pouco distraído...
sábado, 6 de agosto de 2011
Na madrugada escandalosa
Alcancei a sanidade ao beirar a loucura genuína
E me encontro aqui agora vivendo apenas este instante de forma devagar
Como estou sempre a procurar alguma coisa além que me faça algum sentido por ai
Um uma mistura de lucidez e realidade que não consigo encontrar sozinha em mim
Nem nas palavras que me surgem repentinamente com alguma dificuldade ou às vezes nem tanta
Então eu continuo aqui a tentar não roer as unhas recém pintadas da minha mão esquerda
Enquanto minha mente vagueia dentro da imensidão dela mesma e eu fico na busca de algo talvez nada mais que inatingível
Inatingível sim, mas jamais por real impossibilidade
A perpetuação da característica vital advém da condição de desconhecimento do elemento.
E eu sempre tento dizer sobre aquilo que não consigo de forma alguma expressar.
Como já nos disse Renato:
"Não estou mais interessado no que sinto, não acredito em nada além do que duvido."
Talvez eu ande apenas precisando tirar umas férias de mim e da minha cabeça sempre cheia de maluquices maluquinhas... ;)
Boa madrugada escancaradamente escandalosa a todos!
E me encontro aqui agora vivendo apenas este instante de forma devagar
Como estou sempre a procurar alguma coisa além que me faça algum sentido por ai
Um uma mistura de lucidez e realidade que não consigo encontrar sozinha em mim
Nem nas palavras que me surgem repentinamente com alguma dificuldade ou às vezes nem tanta
Então eu continuo aqui a tentar não roer as unhas recém pintadas da minha mão esquerda
Enquanto minha mente vagueia dentro da imensidão dela mesma e eu fico na busca de algo talvez nada mais que inatingível
Inatingível sim, mas jamais por real impossibilidade
A perpetuação da característica vital advém da condição de desconhecimento do elemento.
E eu sempre tento dizer sobre aquilo que não consigo de forma alguma expressar.
Como já nos disse Renato:
"Não estou mais interessado no que sinto, não acredito em nada além do que duvido."
Talvez eu ande apenas precisando tirar umas férias de mim e da minha cabeça sempre cheia de maluquices maluquinhas... ;)
Boa madrugada escancaradamente escandalosa a todos!
quarta-feira, 27 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Perguntas e respostas
Encontro-me em um daqueles dias em que tenho vontade de escrever o mundo todo, muito embora ele não caiba em minhas simples singelas palavras. Percebo, enfim, sobre o peso de todas as coisas que podem acontecer ao mesmo tempo. Percebo, e assim como fui capaz de pressentir a tempestade, agora sinto aproximar-se o seu fim. Sinto com toda a força que um ser humano é capaz de encontrar dentro de si: ela está indo embora. Está indo embora e agora resta reconstruir tudo aquilo por ela destruído. Hoje, de súbito, algo bateu em mim e... Bom, agora estou aqui. Depois dos feitos que não se permitem serem desfeitos. Depois dos erros e dos preços. E também depois daquele acaso que sempre acaba pegando a gente. Agora estou aqui, eu, comigo mesma.
Há alguns minutos, uma amiga disse assim: “você vai recuperar a sua paz”. Eu sei que vou. Algumas coisas dependem de nós e somente de nós, certo?! Reagir. Lembro-me agora de uma música, que assim como diversas outras, marcou minha infância junto, provavelmente, a pessoa mais querida por mim: meu irmão. Cair e Levantar, Cueio Limão. “Desatar os nós, depende de nós”. E de mim, no caso. Chega agora a hora do recomeço, batendo em minhas costas com toda a sua plenitude e grandeza. O recomeço é belo, e já sou capaz de sentir a beleza que o futuro traz, podendo até reconhecer algumas de suas partes. Sim, reconheço e valorizo desde já. Uma lição? Valorizar sempre o que se tem. Sempre, tudo. E não se esquecer de tal mandamento jamais. Nunca esquecer de valorizar. Valorizar-te. ValorizARTE. Recomeçar. RecomeçARTE.
Quanto ao passado? Deixá-lo quieto. Não brincar com o passado, pois com o passado não se brinca. O passado é poderoso e forte. Forte e poderoso. Então é melhor tirar dele aquilo de valor, e depois, deixá-lo descansar, segundo seu próprio desejo. E tocá-lo apenas para jamais se esquecer de com ele muita coisa aprender.
Hoje, me foram direcionadas duas perguntas capazes de mudar todos os meus próximos dias.
1- “Mas amiga, está tudo bem?”
Ao que eu respondi: “Irá ficar. Ficará!” (Disto estou certa e sei que será sem mais demora.)
2- “Alguém já fez uma declaração (música) tão bonita assim pra você? Você acha isso bobo ou bonito?” E mandaram junto um vídeo de “Just the way you are”. Eu então respondi: “Música não, mas já me direcionaram palavras tão belas quanto, se não ainda mais. E eu julgo belo. A beleza é relativa. Tudo consiste numa pequena grande coisinha: o sentimento ser recíproco.” (Moral da história?! Não tente se enganar no amor. Não minta. Nem para os outros, nem para si mesmo.)
Sim, alguma coisa muito grande mudou aqui em mim.
Há alguns minutos, uma amiga disse assim: “você vai recuperar a sua paz”. Eu sei que vou. Algumas coisas dependem de nós e somente de nós, certo?! Reagir. Lembro-me agora de uma música, que assim como diversas outras, marcou minha infância junto, provavelmente, a pessoa mais querida por mim: meu irmão. Cair e Levantar, Cueio Limão. “Desatar os nós, depende de nós”. E de mim, no caso. Chega agora a hora do recomeço, batendo em minhas costas com toda a sua plenitude e grandeza. O recomeço é belo, e já sou capaz de sentir a beleza que o futuro traz, podendo até reconhecer algumas de suas partes. Sim, reconheço e valorizo desde já. Uma lição? Valorizar sempre o que se tem. Sempre, tudo. E não se esquecer de tal mandamento jamais. Nunca esquecer de valorizar. Valorizar-te. ValorizARTE. Recomeçar. RecomeçARTE.
Quanto ao passado? Deixá-lo quieto. Não brincar com o passado, pois com o passado não se brinca. O passado é poderoso e forte. Forte e poderoso. Então é melhor tirar dele aquilo de valor, e depois, deixá-lo descansar, segundo seu próprio desejo. E tocá-lo apenas para jamais se esquecer de com ele muita coisa aprender.
Hoje, me foram direcionadas duas perguntas capazes de mudar todos os meus próximos dias.
1- “Mas amiga, está tudo bem?”
Ao que eu respondi: “Irá ficar. Ficará!” (Disto estou certa e sei que será sem mais demora.)
2- “Alguém já fez uma declaração (música) tão bonita assim pra você? Você acha isso bobo ou bonito?” E mandaram junto um vídeo de “Just the way you are”. Eu então respondi: “Música não, mas já me direcionaram palavras tão belas quanto, se não ainda mais. E eu julgo belo. A beleza é relativa. Tudo consiste numa pequena grande coisinha: o sentimento ser recíproco.” (Moral da história?! Não tente se enganar no amor. Não minta. Nem para os outros, nem para si mesmo.)
Sim, alguma coisa muito grande mudou aqui em mim.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Perdoem-me...
Enquanto baixo “Leãozinho” me peguei pensando novamente aqui com os babados da minha blusa: deve ser triste viver tanto assim para outra pessoa. Dizem que só quem sente é capaz de entender algo por inteiro. Eu não sinto e por isso não compreendo a sensação. Mas poso tentar imaginar. E quando imagino, não gosto. Digo isso pelas minhas próprias experiências assim nem tão loucas, embora suavemente apaixonadas. Ou talvez até mesmo um pouco mais do que eu imagino. O amor quando recíproco é lindo. Quando nem tanto, sofrido.
Agora fico a procurar palavras certas para o que ando tentando escrever. Eu sempre procuro as palavras certas, embora nem sempre elas realmente sejam capazes de se fazer valer. Mas eu procuro. E quem procura, uma hora encontrar. É uma das leis da humanidade, certo?! Pelo menos costumam dizer por ai... Mas quanto ao amor. Ah, o amor! Como será sentir aquelas coisas ainda não fui capaz de sentir?! Incapacidade sim, talvez. Mas acho bonita essa história de amar alguém acima de qualquer outra coisa no mundo. Pode não ser saudável, pode não ser o ideal. Mesmo assim, não deixa de ser bonita, embora profundamente triste.
Então quando olho para aquela moça que ama tanto, ama acima de qualquer coisa, acabo até mesmo sentindo ternura por ela, de certa forma. Gente que ama apaixonadamente e faz de tudo para ter seu amor. Não mede esforços. Eu jamais conseguiria ser assim, posso afirmar pelo que conheço a meu respeito. Não consigo ser sentimental por muito tempo e aprendi a sempre esquecer as coisas com absoluta facilidade. Sou assim, eu, desde pequena, desde muito pequenina. O mundo passa por mim, deixa sua marca, e quando dá o tempo, eu o permito ir embora sem tentar impedir, mesmo que venha a sentir sua falta. Algumas coisas mudam em mim, mas a maioria prevalece. Eis o que constitui a minha estranha incomum personalidade. E quando olho para trás... Quando olho para trás, o que é que sobra?! Quais são as coisas que acabo por deixar guardadas em mim?! Não sei. Realmente não faço idéia e a situação toda me assusta. Mas com o tempo descobri e consegui modelar adequadamente uma forma de me expor para a minha própria alma, mesmo que nem eu mesma a entenda. Descobri isto aqui.
Então, quando olharem para as minhas atitudes e elas não transparecerem aquilo que eu aparento ser: cuidado. Eu sou isto aqui. Eis aqui tudo o que sou, sem falta alguma. Sou confusa. Sou pensativa. Às vezes me perco de mim e faço coisas que não combinam comigo. Sim, sei que as faço. Sempre as fiz. Mas também sempre consigo as enxergar e me arrependo muito por tudo. Profundo é o meu arrependimento, lhes garanto. E profunda em mim me sinto quando lembro das pessoas as quais eu magoei, aquelas que não amei, aqueles a quem não soube amar. Eis agora aqui os meus pedidos mais sinceros de perdão a todos aqueles moços, a todos aqueles amigos de quem me afastei com o passar dos anos,a todos que de mim quiseram se aproximar e eu não deixei, aos parentes a quem magoei, aos meus cachorros que sempre me pediram por carinho e eu não dei. Eis aqui os meus pedidos de desculpas a grande parte da minha família com quem não tenho contato, a minha avó doente de quem tanto me afastei. Eis aqui meu pedido de desculpa ao meus bichinhos que morreram e eu nem me recordo se chorei. Mas os amava muito, posso garantir. Amava todos a minha maneira. Mesmo que não seja ideal. Mesmo que não seja irracional. Eu sou assim: jamais consigo me desprender completamente de mim. Me perdoem, todos, favor me perdoar. Aqui consiste meu pedido de desculpas mais sinceros, embora incompleto e talvez sem muito nexo ou concisão. Meus queridos, lembrei muito de todos vocês ao escrever, alguns minutos atrás, as linhas acima.E ao olhar o relógio do computador marcar 20:20, pedi pelo bem maior, tanto para mim, quanto para vocês.
Agora fico a procurar palavras certas para o que ando tentando escrever. Eu sempre procuro as palavras certas, embora nem sempre elas realmente sejam capazes de se fazer valer. Mas eu procuro. E quem procura, uma hora encontrar. É uma das leis da humanidade, certo?! Pelo menos costumam dizer por ai... Mas quanto ao amor. Ah, o amor! Como será sentir aquelas coisas ainda não fui capaz de sentir?! Incapacidade sim, talvez. Mas acho bonita essa história de amar alguém acima de qualquer outra coisa no mundo. Pode não ser saudável, pode não ser o ideal. Mesmo assim, não deixa de ser bonita, embora profundamente triste.
Então quando olho para aquela moça que ama tanto, ama acima de qualquer coisa, acabo até mesmo sentindo ternura por ela, de certa forma. Gente que ama apaixonadamente e faz de tudo para ter seu amor. Não mede esforços. Eu jamais conseguiria ser assim, posso afirmar pelo que conheço a meu respeito. Não consigo ser sentimental por muito tempo e aprendi a sempre esquecer as coisas com absoluta facilidade. Sou assim, eu, desde pequena, desde muito pequenina. O mundo passa por mim, deixa sua marca, e quando dá o tempo, eu o permito ir embora sem tentar impedir, mesmo que venha a sentir sua falta. Algumas coisas mudam em mim, mas a maioria prevalece. Eis o que constitui a minha estranha incomum personalidade. E quando olho para trás... Quando olho para trás, o que é que sobra?! Quais são as coisas que acabo por deixar guardadas em mim?! Não sei. Realmente não faço idéia e a situação toda me assusta. Mas com o tempo descobri e consegui modelar adequadamente uma forma de me expor para a minha própria alma, mesmo que nem eu mesma a entenda. Descobri isto aqui.
Então, quando olharem para as minhas atitudes e elas não transparecerem aquilo que eu aparento ser: cuidado. Eu sou isto aqui. Eis aqui tudo o que sou, sem falta alguma. Sou confusa. Sou pensativa. Às vezes me perco de mim e faço coisas que não combinam comigo. Sim, sei que as faço. Sempre as fiz. Mas também sempre consigo as enxergar e me arrependo muito por tudo. Profundo é o meu arrependimento, lhes garanto. E profunda em mim me sinto quando lembro das pessoas as quais eu magoei, aquelas que não amei, aqueles a quem não soube amar. Eis agora aqui os meus pedidos mais sinceros de perdão a todos aqueles moços, a todos aqueles amigos de quem me afastei com o passar dos anos,a todos que de mim quiseram se aproximar e eu não deixei, aos parentes a quem magoei, aos meus cachorros que sempre me pediram por carinho e eu não dei. Eis aqui os meus pedidos de desculpas a grande parte da minha família com quem não tenho contato, a minha avó doente de quem tanto me afastei. Eis aqui meu pedido de desculpa ao meus bichinhos que morreram e eu nem me recordo se chorei. Mas os amava muito, posso garantir. Amava todos a minha maneira. Mesmo que não seja ideal. Mesmo que não seja irracional. Eu sou assim: jamais consigo me desprender completamente de mim. Me perdoem, todos, favor me perdoar. Aqui consiste meu pedido de desculpas mais sinceros, embora incompleto e talvez sem muito nexo ou concisão. Meus queridos, lembrei muito de todos vocês ao escrever, alguns minutos atrás, as linhas acima.E ao olhar o relógio do computador marcar 20:20, pedi pelo bem maior, tanto para mim, quanto para vocês.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Estupidez.
Exatamente vinte minutos antes retornar ao meu apartamento. Encontro-me aqui no escritório... Sem fazer trabalho algum. Penso em um amigo, penso nos meus textos repetitivos (ou, segundo outro amigo, possuidores de “estilo próprio”). Não considero ser ruim como um estilo próprio. Penso no show do Red Hot e na possibilidade de já não mais encontrar ingressos. Penso no show do Pearl Jam, o qual apenas a idéia de não assistir já me assusta. Penso em comida. Lembro que hoje comi apenas um iogurte e quase uma caixa inteira de Bis. Minha mãe diria que não ando me alimentando adequadamente. Quem se importa?! Acontece que hoje não estou me sentindo muito inspirada pra coisa alguma. Na verdade, acho que estou assim já faz um tempo. Não me encontro mais em minhas próprias palavras, ou não encontro mais palavras para mim, ou não entendo mais os meus pensamentos, ou ando meio zonza do meio de toda a minha vida e no meio dos outros.
Exatamente 12 minutos antes de retornar ao meu apartamento. Bom, pelo menos 12 minutos antes de começar a pensar em arrumar minhas coisas para ir embora. Sairei daqui lá pelas 18:20, acredito. Enquanto isso, continuo preguiçando comigo mesma. Acho que pensar demais andou se tornando um verdadeiro tormento em minha vida. Por que será que já não consigo para de pensar?! Penso, penso, penso. E nunca chego a lugar algum. Penso sem conseguir extrair conclusões. Ou extraio tantas que acabo é me esquecendo delas. Acho triste essa história de se esquecer de suas próprias conclusões. E também acho triste o fato de eu estar escrevendo um texto vazio, sem nexo ou conteúdo. Mais triste ainda é saber que o texto reflete meu consciente, e que então, por silogismo, uma vez que meu texto é vazio, sem nexo ou conteúdo, minha cabeça também. Opa, acho que acabei de chegar à conclusão mais foda do ano! Agora batam palmas para mim e vamos todos celebrar a minha estupidez, ou a estupidez humana, como já disse Renato Russo. E é assim que vou terminar minha postagem, com uma música chamada “Perfeição”.
Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...
Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros...
Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...
Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...
Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!...
Exatamente 12 minutos antes de retornar ao meu apartamento. Bom, pelo menos 12 minutos antes de começar a pensar em arrumar minhas coisas para ir embora. Sairei daqui lá pelas 18:20, acredito. Enquanto isso, continuo preguiçando comigo mesma. Acho que pensar demais andou se tornando um verdadeiro tormento em minha vida. Por que será que já não consigo para de pensar?! Penso, penso, penso. E nunca chego a lugar algum. Penso sem conseguir extrair conclusões. Ou extraio tantas que acabo é me esquecendo delas. Acho triste essa história de se esquecer de suas próprias conclusões. E também acho triste o fato de eu estar escrevendo um texto vazio, sem nexo ou conteúdo. Mais triste ainda é saber que o texto reflete meu consciente, e que então, por silogismo, uma vez que meu texto é vazio, sem nexo ou conteúdo, minha cabeça também. Opa, acho que acabei de chegar à conclusão mais foda do ano! Agora batam palmas para mim e vamos todos celebrar a minha estupidez, ou a estupidez humana, como já disse Renato Russo. E é assim que vou terminar minha postagem, com uma música chamada “Perfeição”.
Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...
Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros...
Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...
Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...
Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!...
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