O tempo passa como um sopro de vento
Enquanto a criança chora e cresce
O homem cria outras mil formas de enganar o mundo
Quando realmente enxergo, sinto absorver algo além daquilo que costumo captar
Vejo com os olhos do terceiro que apenas analisa e compreende
Entendendo que existe algo além da vida traçada
Algum ponto na história de cada um decisório em todo o percurso da vida
E aquilo que realmente define o que somos, vem de dentro de nós
Daquilo o que cerca alguém empurra para o envolvido e vice-versa
Quando tudo o que se pode observar nessa estrada
Com olhos de quem olha e apenas analisa
O cientista que estuda o homem
E cruamente é capaz de desvendar todos os segredos por trás da história de uma vida
Há momentos em que sou aquele terceiro
Sempre presente no espaço
Vezes, ausente com o coração
Encontrando em seu interior frieza o suficiente para realizar a análise real dos outros
Menos de si mesmo e daqueles que lhe confundem o coração
Pois todos nós, humanos, temos algo desumano
Eis o segredo e a essência da alma; contradição!
Sou o olho que reconhece no espelho apenas um reflexo
De tudo aquilo que poderia ser e que não foi
Exatamente como todas as vidas que tão bem e cruamente analisa nas ruas por onde passa
Sou o olho que vê e não entende a razão de ser tão fácil reconhecer algo no outro
E tão pouco em si mesmo
Que julga entender tão bem todas as coisas
Menos tudo o que tocou
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
sábado, 30 de junho de 2012
30 de julho de 2012.
Hoje voltando para casa
Sentada no fundo de um ônibus
Sempre no banco mais alto
Olhei da janela onde estava
E pude enxergar um infinito
Num dia de sol em pleno inverno
Ele brilhava como se não ligasse para o frio que deveria estar em seu lugar
Iluminava as ruas de São Paulo
E trazia vida para uma cidade onde nada se enxerga em cinco dia da semana
E me fiz então uma pergunta
Será então que num mundo tão grande
Há espaço para não viver?
Qual o valor da vida vivida em branco?
De que vale olhar sem enxergar?
Passar por mil pessoas e não sorrir a nenhuma?
Viver rodeado de gente e sentir solidão?
Sempre fechado dentro de si mesmo, fazendo do corpo um baú trancado e sem chaves
Não, não
Eu não quero ser assim
Quero abraços e sorrisos
Felicidade de verdade
Olhar e enxergar o que há de maior por trás de tudo
Poder andar e sentir o vento batendo contra o corpo
Ser feliz por ter vida e só
E realmente sentir a vida dentro de mim
Quero ver o mar e sentir a água entre meus dedos
Observar o pôr-do-sol e entender toda a luz do mundo
Saber que sempre há muito mais do que se vê
E que não existe espaço para tristeza qualquer
Viver os dias e fotografar com os olhos
Tudo aquilo que procuro guardar no coração.
Hoje voltando para casa
Sentada no fundo de um ônibus
Sempre no banco mais alto
Olhei da janela onde estava
E pude enxergar um infinito
Num dia de sol em pleno inverno
Ele brilhava como se não ligasse para o frio que deveria estar em seu lugar
Iluminava as ruas de São Paulo
E trazia vida para uma cidade onde nada se enxerga em cinco dia da semana
E me fiz então uma pergunta
Será então que num mundo tão grande
Há espaço para não viver?
Qual o valor da vida vivida em branco?
De que vale olhar sem enxergar?
Passar por mil pessoas e não sorrir a nenhuma?
Viver rodeado de gente e sentir solidão?
Sempre fechado dentro de si mesmo, fazendo do corpo um baú trancado e sem chaves
Não, não
Eu não quero ser assim
Quero abraços e sorrisos
Felicidade de verdade
Olhar e enxergar o que há de maior por trás de tudo
Poder andar e sentir o vento batendo contra o corpo
Ser feliz por ter vida e só
E realmente sentir a vida dentro de mim
Quero ver o mar e sentir a água entre meus dedos
Observar o pôr-do-sol e entender toda a luz do mundo
Saber que sempre há muito mais do que se vê
E que não existe espaço para tristeza qualquer
Viver os dias e fotografar com os olhos
Tudo aquilo que procuro guardar no coração.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
La vie...
O tempo passa de forma tão inconstante
A verdade de hoje pode se transformar no passado de um amanhã
Mais rapidamente que um piscar de olhos
Eu vejo minha vida de hoje
E enxergo a distância enorme com a de ontem
Tudo se transforma
E é tudo tão estranho
Que deixa até mesmo de fazer sentido
Quase nada faz sentido
São os caminhos que seguimos
Que todos seguem
São as escolhas alheias
Que interferem no nosso destino
Chega a ser bizarro imaginar
Que o seu decidir sair de casa numa tarde de domingo
E o meu decidir andar nas ruas na mesma tarde de domingo
Ou um cinema, talvez
E o nosso cruzar
Possa significar a mudança de tudo o que conheço como verdade hoje em dia
Talvez o que eu espere realmente seja uma grande modificação
Ou algo grande
Maior do que o que vejo hoje em dia
Para me abrir os olhos
Para me mostrar uma nova perspectiva
E assim
Conforme todas as vidas se movem ao redor do mundo
A minha é baseada numa constante espera
Por uma grande modificação
Que pode se dar mais rapidamente
Que um piscar de olhos
A verdade de hoje pode se transformar no passado de um amanhã
Mais rapidamente que um piscar de olhos
Eu vejo minha vida de hoje
E enxergo a distância enorme com a de ontem
Tudo se transforma
E é tudo tão estranho
Que deixa até mesmo de fazer sentido
Quase nada faz sentido
São os caminhos que seguimos
Que todos seguem
São as escolhas alheias
Que interferem no nosso destino
Chega a ser bizarro imaginar
Que o seu decidir sair de casa numa tarde de domingo
E o meu decidir andar nas ruas na mesma tarde de domingo
Ou um cinema, talvez
E o nosso cruzar
Possa significar a mudança de tudo o que conheço como verdade hoje em dia
Talvez o que eu espere realmente seja uma grande modificação
Ou algo grande
Maior do que o que vejo hoje em dia
Para me abrir os olhos
Para me mostrar uma nova perspectiva
E assim
Conforme todas as vidas se movem ao redor do mundo
A minha é baseada numa constante espera
Por uma grande modificação
Que pode se dar mais rapidamente
Que um piscar de olhos
terça-feira, 8 de maio de 2012
Um texto para alguém mais que especialmente especial.
Maria Angélica Cardoso Pereira
Faz um mês que aconteceu e eu até
agora não disse nada. Dia 07 de abril, Lollapalooza em sua versão brasileira. O
feriado tinha tudo para ser extremamente feliz. Foo Fighters, páscoa e almoço
em família no domingo. Porém havia algo, uma coisa que trouxe, ao contrário,
extremo desconsolo para todos nós: meus pais, irmão, tios e avós, e conhecidos.
Em tal dia, 07 de abril, por
volta das 18h, enquanto eu aguardava que se iniciasse o show da Joan Jett, uma
pessoa extremamente especial faleceu. Seu nome era Maria Angélica, e a ela eu
dedico este texto com todas suas palavras, bem como todos os momentos nos quais
senti sua ausência desde então. Sei que levou tempo para que eu escrevesse,
talvez por não saber ou entender muito bem aquilo que deveria ser dito, ou
ainda apenas para evitar de tocar no vazio que ela deixou em algum lugar ao partir.
Pois bem, Maria Angélica faleceu
aos 86 anos de idade. Fora mãe de três filhos e avó de quase dez neto. Na
década de noventa, foi bisavó de uma menina e de um menino: eu e meu irmão.
Pouco tempo, muito pouco tempo antes de nos deixar, foi bisavó por mais duas vezes. Provavelmente, se eu quisesse
escrever um livro sobre sua vida, poderia, muito embora minha mente imatura de 19 anos não
permita nem de longe que eu obtenha ideia das coisas pelas quais Maria Angélica
passou no decorrer dos anos de sua longa vida. Mas que teve história para contar e
coisas a ensinar, não tenho a menor dúvida. Eram coisas boas e ensinou bem. Sei
disso. Qualquer um que conheça minha família irá entender.
É quase engraçada a
forma com que enquanto escrevo esse texto, me vem à mente desvendar os
mistérios da vida de Maria Angélica. Quais segredos guardaria alguém que
nasceu em 1926? O pensamento é instigador. Com
muito orgulho, digo que minha bisavó aprendeu com a vida aquilo que tentaram me
ensinar na escola. Muito pequena, presenciou a Crise de 29, depois a Revolução
de 30, Segunda Guerra Mundial, Guerra Fria, o nascimento e a queda do Muro de
Berlim. Provavelmente assistiu nos cinemas a maior parte dos filmes de Charles Chaplin,
presenciou orgulhosamente a participação de seus filhos em busca de um país
melhor nos tempos de ditadura, sempre tentando ensiná-los a dar o melhor de si,
sempre encorajando a seguir em frente e alimentando com força, fé em suas
crenças, dignidade e respeito. Não há palavra no mundo que explique o
sentimento de orgulho e carinho que guardo por minha sempre querida bisavó!
E todas as
vezes em que me lembro do tempo que passamos juntas, todas as vezes em que
agora penso em tudo aquilo que deixei de perguntar a ela, tudo aquilo que
deixei de aprender com ela, todo o tanto que dela deixei de conhecer, bem como todo o carinho de bisneta que talvez eu tenha
deixado de dar, meu coração parece bater de um jeito estranho dentro do peito,
meio como um descompasso, e acho que o nome disso tudo só pode ser saudade.
Talvez seja essa uma das saudades mais profundas que já senti na vida, talvez a
mais profunda, talvez uma das únicas verdadeiramente reais.
Nos seus
últimos dias de vida, quando ia a visitar aos finais de semana, me lembro dela
com ternura e afeto. Como será possível que uma pessoa prestes a deixar o mundo
humano e com plena consciência de sua situação, com plena consciência da fase
pela qual estava prestes adentrar, pudesse continuar a viver com tanta
tranquilidade, tanta coerência e lucidez? Não acho que eu seria capaz. E isto
aumenta ainda mais os meus motivos de orgulho.
Se existe um dia que para
sempre lembrarei com felicidade por ser quem sou, tal dia foi quando, pela
penúltima vez em que a vi, sua ajudante, enquanto estávamos sentadas
observando-a dormir, contou-me de como ela sempre falava sobre mim coisas boas
com orgulho e alegria. Mal poderia ela imaginar que verdadeira alegria foi
aquela que senti quando fiquei ciente de seu carinho. E tal alegria, digo mais
uma vez, guardarei eternamente.
Não sei bem se essas poucas
palavras são dignas da grandeza da pessoa que foi minha bisavó, embora
certamente compreenda que jamais chegarão perto de fazer jus a sua história.
Mesmo assim, constituem-se de todos meus sentimentos mais sinceros. E de tal modo,
após pouco mais de um mês de atraso, reflexão e saudades, deixo meu mais feliz
adeus. Feliz sim, pois despedidas como esta não devem ser coisa triste. Se há
algo que minha bisavó mereça, tal algo nada mais é que felicidade. Alegria, por
ser exatamente o que ela sempre transmitiu a todas pessoas que viviam ao seu
redor. Assim sempre me lembrarei dela: um par de olhos azuis, um sorriso no
rosto, e um arsenal de grandes histórias de uma vida inteira para contar.
Aonde quer que esteja, minha
avó querida, espero que agora escute atentamente ao que por último irei aqui
dizer: para sempre amarei e lembrarei de você.
domingo, 29 de abril de 2012
Dreams
Anos, meses, dias, horas, minutos
Tudo continuamente tão rápido
Que também os segundos já nem mais se vê
Quantas pessoas especiais vão continuar sempre a mudar?
E os fracos, quantos estragos ainda irão causar com suas dores?
Olho para os cantos buscando respostas que jamais poderão ser concretas
Ao contrário, apenas impossíveis por inteiro
A verdade é sempre incerta
Eis algo que jamais deve ser esquecido
Tantas vezes, de tristeza a vida se faz...
Quando erros somados às armadilhas do acaso pegam a todos desprevenidos
Desmontam os cegos de coração
E quando se volta a enxergar, acontece de nada mais poder ser feito
Muitas vezes só é preciso permitir abrir um pouco mais os olhos
E sentir tudo passar
Deixar ir embora
Exatamente como plumas
Brancas
Como o vento
Voando
E batendo em nossos rostos.
Assim, mais uma vez, respirar..
Pense,
Que jamais se deve deixar de sonhar
Ou abandonar um sonho
Tudo me parece tão inadequado
Quando se trata de deixar um amor
Qualquer seja sua forma.
Olhe aqui, se tudo está nos olhos de quem vê
Cada um enxerga apenas aquilo que deseja
E aqui retornamos à verdade, sempre relativa
Por isso existem tantos enganos e desenganos
Tantos enganos pelo mundo todo
E a gente nunca compreende o que realmente deve ser
Ai quem sabe, fechar os olhos?
Tudo é oposto
Vidas inteiras têm na construção de suas bases, pura e genuína contradição.
"We are such stuff as dreams are made on, and our little life
is rounded with a sleep." William Shakespeare
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Sobre mim nada mais já sei
Que não seja o conflito sobre aquilo tudo que realmente sou
Meus olhos refletindo não dizem muita coisa sobre a individualidade de alguém
Ou apontam peculiaridades comuns a todos aqueles por ser humano determinados
Aquilo que desejo, já não sei
Aquilo que amo, já não compreendo
Meus objetivos se confundem entre caminhos de moldes irregulares
E já não sou mais capaz de distinguir nem mesmo aquilo que sempre acreditei ser verdade em algum lugar de mim
Então o que sou, afinal?
Montes de dúvidas e questionamentos talvez impossíveis de se responder
O densentendimento do passado com a incompreensão do presente
Medos e temores adicionados à vontade de refazer o todo que existe aqui
E seguir adiante
E fazer de novo
E tentar
E recomeçar
Sempre, recomeçar.
Com a esperança de um novo dia que traga algo milagrosamente regenerador
Ou apenas apto a modificar mesmo que uma pequena parcela do que precisa ser alterado em mim
Preciso mudar em mim.
Preciso que mude em mim.
Que não seja o conflito sobre aquilo tudo que realmente sou
Meus olhos refletindo não dizem muita coisa sobre a individualidade de alguém
Ou apontam peculiaridades comuns a todos aqueles por ser humano determinados
Aquilo que desejo, já não sei
Aquilo que amo, já não compreendo
Meus objetivos se confundem entre caminhos de moldes irregulares
E já não sou mais capaz de distinguir nem mesmo aquilo que sempre acreditei ser verdade em algum lugar de mim
Então o que sou, afinal?
Montes de dúvidas e questionamentos talvez impossíveis de se responder
O densentendimento do passado com a incompreensão do presente
Medos e temores adicionados à vontade de refazer o todo que existe aqui
E seguir adiante
E fazer de novo
E tentar
E recomeçar
Sempre, recomeçar.
Com a esperança de um novo dia que traga algo milagrosamente regenerador
Ou apenas apto a modificar mesmo que uma pequena parcela do que precisa ser alterado em mim
Preciso mudar em mim.
Preciso que mude em mim.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Miragem
Isso tudo me faz pensar
Como é triste saber que há coisas que não retornam jamais
Bons momentos, amizades, algo que um dia trouxera alegrias ou boas sensações
Algum cheiro bom ou sentimento bonito
O fruto que já agora se encontra provavelmente perdido
E descobrir que tudo não foi tão bem aproveitado
Talvez mesmo um pouco desperdiçado
Então uma sensação estranha sopra em algum lugar dentro da gente
A lembrança que chega e faz sentir no peito algo um pouco vazio
Nada de calor, tampouco reconforto
O nome disso tudo é saudade.
Se houvesse condição de voltar no tempo e reviver boas lembranças...
Se houvesse condição de aproveitar tudo até o último segundo de um momento
Se antes do fim o sentimento de saudade por nós já fosse conhecido
Quem sabe tanta coisa não pudesse ser extremamente diferente no mundo
Quem sabe o planeta Terra não fosse um lugar mais feliz?
E as conseqüências da felicidade apenas trariam bem, enfim.
Apenas uma vez que nada é o que parecia
Nada é o que se imaginava
Tudo é o que se temia
Agora eu poderia dizer um pouco mais sobre os enganos da vida
Tudo aquilo que acreditou ser verdadeiro e nada passava de uma simples miragem refletindo sobre nossos olhos
A vida é assim e sempre será...
Até o dia em que mudarmos algo muito grande dentro de nós.
Como é triste saber que há coisas que não retornam jamais
Bons momentos, amizades, algo que um dia trouxera alegrias ou boas sensações
Algum cheiro bom ou sentimento bonito
O fruto que já agora se encontra provavelmente perdido
E descobrir que tudo não foi tão bem aproveitado
Talvez mesmo um pouco desperdiçado
Então uma sensação estranha sopra em algum lugar dentro da gente
A lembrança que chega e faz sentir no peito algo um pouco vazio
Nada de calor, tampouco reconforto
O nome disso tudo é saudade.
Se houvesse condição de voltar no tempo e reviver boas lembranças...
Se houvesse condição de aproveitar tudo até o último segundo de um momento
Se antes do fim o sentimento de saudade por nós já fosse conhecido
Quem sabe tanta coisa não pudesse ser extremamente diferente no mundo
Quem sabe o planeta Terra não fosse um lugar mais feliz?
E as conseqüências da felicidade apenas trariam bem, enfim.
Apenas uma vez que nada é o que parecia
Nada é o que se imaginava
Tudo é o que se temia
Agora eu poderia dizer um pouco mais sobre os enganos da vida
Tudo aquilo que acreditou ser verdadeiro e nada passava de uma simples miragem refletindo sobre nossos olhos
A vida é assim e sempre será...
Até o dia em que mudarmos algo muito grande dentro de nós.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Talvez, muito talvez.
Talvez 3:26 da madrugada fosse um bom horário para eu estar dormindo e seja um péssimo horário para bloggar, e mesmo assim cá estou eu 3:27 da madrugada (o tempo passa rápido, minha gente)tentando encaixar minhas palavras no tempo curto que passa tão rapidamente e quando eu menos esperar já será 03:28 (agora). Minha internet da vivo está tão lenta que não consigo ao menos twittar "I know exactly who I´m", tenho sido picada por pernilongos há horas e há um projeto de mariposa voando perto da minha mesa de jantar (ou a mesa de jantar da minha mãe, ou da casa dos meus pais, para ser mais precisa). Estou com uma alergia atacada no pescoço e quanto mais eu cutuco a alergia mais ela irrita a minha pele. Hoje assisti dois filmes na sala (coisa que não faço há umas boas semanas), algo que resultou num surto repentino de vontade de desenhar (seja lá qual for a estranha razão). Eu, desenhando. Eis uma das coisas mais nonsensical que podem existir, porém algo de que sempre gostei muito durante toda minha vida (mesmo que muito secretamente). Aliás, eu desenho mal pra caralho. Bom, agora são 3:33 da madrugada e minhas canelas estão coçando por causa das picadas e o meu pescoço está ardendo devido à alergia e esse meu texto não faz nenhum sentido. E dai? E dai que uma vez um amigo meu me disse que não se deve falar em primeira pessoa em um blog, pois tal atitude torna o narrador/persoganem/principal extremamente vulnerável aos olhares alheios. Isso significa que eu realmente não deveria contar que os meus desenhos de hoje envolveram frases como um mantra por mim muito estimado, uma frase inglesa oriunda da primeira metade do século XX, e uma música argentina. Ou então que eu escrevi tudo à lapiseira e pintei tudo à giz. Muito menos que eu gostei do que fiz e me senti bem desenhando feito uma criança estudante pré- escolar e sem talento algum (diga-se de passagem). Nem sobre a intensidade do bem que desenhar assim tão mal causou em alguma parte de mim ou sobre como estou me sentindo tranquila agora ou sobre como tais momentos fazem com que eu me sinta plena em todos os sentidos no que diz respeito àquele tal de auto-conhecimento. Então talvez agora eu possa terminar explicando o meu tweet "I know exactly who I´m". Sim, digo que "I know exactly who I´m" e agora posso dormir muito mais que tranquila. Boa noite a você também, que sabe "exactly who you are". Adios!
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Vale a pena no meio de tanta confusão.
Dia 08 de dezembro e o ano cada vez mais próximo do final. Você para e pensa sobre tudo ao seu redor e percebe que o tudo é sempre a mesma coisa toda. Pode não fazer muito sentido, mas é assim. Você continua acordando atrasado, trabalhando e reclamando, está quase de férias da faculdade (caso já não esteja), vê amigos com certa frequência e todos os dias continua a fazer sempre e sempre a mesma coisa.
Procura livros que digam algo sobre isso tudo ou sobre si mesmo e fica puto quando descobre que quase nada pode dizer alguma coisa sobre aquilo que nem mesmo você sabe o que deve ser que possa dizer. Você anda nas ruas e vê coisas e gente o tempo todo e mesmo assim não consegue entender o que significa ver essas coisas e pessoas e cachorros andando, gatos talvez, todos aqueles carros enchendo as ruas e fazendo barulhos, um puta sol forte e calor, muito calor, e a vontade de poder estar em qualquer outro lugar junto a vontade de poder estar apenas onde se está, modificando talvez aquelas coisas que te fazem querer estar distante e juntando-as a partículas que perpetuam aquilo que se pode chamar de felicidade, os seus amigos, alguma coisa inusitadamente engraçada, ou o modo com que o sol apesar de forte e quente carrega resquícios que aquecem alguma coisa por dentro, ou um cachorro bonitinho fazendo graça na rua, ou presença de uma pessoa para ajudar outra, perceber que o mundo apesar de muito podre também é muito bom e que sempre existem dois lados diferentes de uma mesma moeda, ou dar um beijo na sua mãe, rir, rir, rir e rir como se os dentes pudessem saltar da face, alguém para conversar e entender, ou apenas uma calmaria interior quando você deita em sua cama ou toma um banho ou anda pelas ruas para chegar a algum lugar, uma calmaria que tranquiliza e chega ao cérebro causando as mesmas sensações que uma música doce e boa soa aos ouvidos.
Então você para e pensa assim: mas o que! Qual o sentido disso tudo ou será que tudo valeu, vale, valerá a pena e os maus momentos também, por que os bons mesmo que pequenos sempre conseguem fazer desaparecer qualquer mau momento ou má lembrança, adoçando aquilo que se encontra amargo ou clarificando o que está escuro. E então você se lembra que como por Fernando Pessoa já fora dito, ‘tudo vale a pena quando a alma não é pequena’. E ela não é.
Procura livros que digam algo sobre isso tudo ou sobre si mesmo e fica puto quando descobre que quase nada pode dizer alguma coisa sobre aquilo que nem mesmo você sabe o que deve ser que possa dizer. Você anda nas ruas e vê coisas e gente o tempo todo e mesmo assim não consegue entender o que significa ver essas coisas e pessoas e cachorros andando, gatos talvez, todos aqueles carros enchendo as ruas e fazendo barulhos, um puta sol forte e calor, muito calor, e a vontade de poder estar em qualquer outro lugar junto a vontade de poder estar apenas onde se está, modificando talvez aquelas coisas que te fazem querer estar distante e juntando-as a partículas que perpetuam aquilo que se pode chamar de felicidade, os seus amigos, alguma coisa inusitadamente engraçada, ou o modo com que o sol apesar de forte e quente carrega resquícios que aquecem alguma coisa por dentro, ou um cachorro bonitinho fazendo graça na rua, ou presença de uma pessoa para ajudar outra, perceber que o mundo apesar de muito podre também é muito bom e que sempre existem dois lados diferentes de uma mesma moeda, ou dar um beijo na sua mãe, rir, rir, rir e rir como se os dentes pudessem saltar da face, alguém para conversar e entender, ou apenas uma calmaria interior quando você deita em sua cama ou toma um banho ou anda pelas ruas para chegar a algum lugar, uma calmaria que tranquiliza e chega ao cérebro causando as mesmas sensações que uma música doce e boa soa aos ouvidos.
Então você para e pensa assim: mas o que! Qual o sentido disso tudo ou será que tudo valeu, vale, valerá a pena e os maus momentos também, por que os bons mesmo que pequenos sempre conseguem fazer desaparecer qualquer mau momento ou má lembrança, adoçando aquilo que se encontra amargo ou clarificando o que está escuro. E então você se lembra que como por Fernando Pessoa já fora dito, ‘tudo vale a pena quando a alma não é pequena’. E ela não é.
domingo, 13 de novembro de 2011
Nó.
Doçura real ou fictícia
A mentira na verdade
Ou a verdade entrelaçada com a mentira
O que somos afinal?
Multidões de contrariedades
E personalidades mal formadas
O sorriso e a tristeza
A verdade e a mentira
O amor e sua ausência
Raiva, rancor, ressentimento
Felicidade, bem querer, saudade
A criação do hoje embasada em retrato anterior
E aquilo que nos forma; pedaços de lembranças
Resquícios de inveja e admiração por outrem
Inveja e admiração e seus limites tênues
Um devorado ao raiar do outro
Falta de nexo por meio de todo o aparelho cerebral
E o coração sendo enganado pelo cérebro
E o cérebro esmagado pelo coração
Então o que nos torna nós, afinal?
O que nos torna nós?
Nós.
A mentira na verdade
Ou a verdade entrelaçada com a mentira
O que somos afinal?
Multidões de contrariedades
E personalidades mal formadas
O sorriso e a tristeza
A verdade e a mentira
O amor e sua ausência
Raiva, rancor, ressentimento
Felicidade, bem querer, saudade
A criação do hoje embasada em retrato anterior
E aquilo que nos forma; pedaços de lembranças
Resquícios de inveja e admiração por outrem
Inveja e admiração e seus limites tênues
Um devorado ao raiar do outro
Falta de nexo por meio de todo o aparelho cerebral
E o coração sendo enganado pelo cérebro
E o cérebro esmagado pelo coração
Então o que nos torna nós, afinal?
O que nos torna nós?
Nós.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Apenas mais uma noite como esta...
Noites amenas como esta
Depois de um dia longo e rotineiro
E andar nas ruas e fazer alguma coisa para comer
Depois sentar na cama e acender um cigarro
E colocar alguma música tranqüila para tocar
E soltar a fumaça devagar pela boca para aproveitar cada resquício do gosto do tabaco
Querendo aproveitar cada momento da tranqüila solidão praticamente rara
E pensar sobre as coisas, todas as coisas...
Tirar os sapatos mas não as meias, de forma a esquentar um pouco mais os pés...
Poder sentir o vento batendo da janela aberta do décimo quinto andar diretamente nas costas
E desejar muita paz, paz
Perceber que as coisas andam tranqüilas e que nada é realmente dor ou sofrimento
Apenas uma sensação boa no coração
Mesmo com algo estranho que bata no peito uma vez ou outra
Saudade, quem sabe
E logo tudo se vai e tudo passa e tudo volta a ser contemplação de um momento
Os móveis, as cores, os cheiros...
A vontade de conversar com um amigo e falar sobre todas as coisas que são proibidas a si mesmo
Mas então, o que é realmente proibido?
Apenas aquelas coisas que tentamos com toda força esconder de nós mesmos...
Até quando?
Até o fim de algum dia incrivelmente longo, talvez.
Depois de um dia longo e rotineiro
E andar nas ruas e fazer alguma coisa para comer
Depois sentar na cama e acender um cigarro
E colocar alguma música tranqüila para tocar
E soltar a fumaça devagar pela boca para aproveitar cada resquício do gosto do tabaco
Querendo aproveitar cada momento da tranqüila solidão praticamente rara
E pensar sobre as coisas, todas as coisas...
Tirar os sapatos mas não as meias, de forma a esquentar um pouco mais os pés...
Poder sentir o vento batendo da janela aberta do décimo quinto andar diretamente nas costas
E desejar muita paz, paz
Perceber que as coisas andam tranqüilas e que nada é realmente dor ou sofrimento
Apenas uma sensação boa no coração
Mesmo com algo estranho que bata no peito uma vez ou outra
Saudade, quem sabe
E logo tudo se vai e tudo passa e tudo volta a ser contemplação de um momento
Os móveis, as cores, os cheiros...
A vontade de conversar com um amigo e falar sobre todas as coisas que são proibidas a si mesmo
Mas então, o que é realmente proibido?
Apenas aquelas coisas que tentamos com toda força esconder de nós mesmos...
Até quando?
Até o fim de algum dia incrivelmente longo, talvez.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Um milagre cotidiano
Andava eu então por São Paulo rumo ao meu apartamento, após mais um dia comum de trabalho e com todas aquelas minhas preocupações muitas vezes até mesmo exageradas (na maioria delas), tanto quanto exasperada (meu atual estado de espírito desde umas duas semanas atrás), e pensando sobre uma forma prática de encontrar em algum lugar aquela coisa que me faltava (um novo emprego, ou um curso de culinária talvez), quando cruzei a Paulista com a Consolação. Fui descendo a rua distraidamente, quando por algum motivo desimportante, decidi entrar em uma dessas grandes lojas de roupas e acessórios (lojas Pernambucanas, para ser mais exata e mil vezes menos poética).
Fui olhando as roupas vagarosamente, comecei a pensar sobre o que iria vestir no aniversário de uma amiga daqui umas duas semanas, sobre fazer algumas compras de roupas da nova estação, sobre a Rua José Paulino e sobre o Brás. De repente, percebi mesmo sem perceber, que por um momento havia esquecido todos os meus problemas, possíveis neuras e loucuras, e principalmente sobre o fato de ter deixado de levar meus óculos ao fórum (motivo pelo qual peguei a Consolação de volta ao apartamento onde moro). Comecei a viajar naquele momento de vagueza mental do tipo extremamente raro para uma pessoa como eu, quando olhei de relance para meu braço direito e vi algo diferente da cor de minha jaqueta meia-estação e fiquei com medo do inseto que havia pousado em mim. Era uma mariposa, estava certa disso. E precisava tirá-la de mim, urgentemente. Odeio mariposas e tentei bater o braço no ar para que a escrotinha voasse para algum lugar bem longe de tudo o que me pertencia.
Um funcionário da loja reparou no que acontecia e instantaneamente me ajudou com a mariposa, batendo uma blusa nela para que fosse a outro lugar. Quando levantou vôo, logo reparei em algo surpreendente: não se tratava de uma mariposa, mas sim de uma bela borboleta de tamanho médio e cor de mel com manchas de um marrom um pouco mais escuro. No momento em que percebi a condição de borboleta daquele bichinho que segundos atrás havia julgado escroto, deparei-me com algumas pequenas verdades as quais tinha esquecido por completo – se não ignorado – com a visão pessimista construída em minha mente por uma equação de motivos x.
Acontece que de alguma forma, percebi o ocorrido como um pequeno milagre daqueles tão comentados pelas pessoas e tão relatado nos livros e filmes e músicas, milagre bonito e que eu já julgava fictício. Sofri um leve choque de realidade que bateu em meu corpo como os pequenos fisgares de eletricidade que eu tanto precisava.
Sendo tão honesta como em nenhum outro momento deste texto, meu dia tinha sido um porre e eu estava magoada pra caralho. Na verdade, não posso deixar de dizer que ando bem magoada e sensível com tudo. Mas a borboleta mudou meu dia. Qual a probabilidade de algo assim acontecer dentro de uma magazine gigantesca localizada em um dos locais mais poluídos, estressantes e sujos do país num dia triste e chuvoso? São Paulo parecia chorar. Pelo menos a meu ver.
Prefiro acreditar que as chances de todo o lance são pequenas, muito pequenas, e que talvez aquela borboleta que me encontrou e depois saiu voando seja a coisa pela qual tenho pedido constantemente ao que cabe a cada um denominar de Deus, força, energia ou qualquer outro nome. Prefiro acreditar que a borboleta tenha sido para mim um sinal de esperança. O mesmo sinal que dias atrás pensei ter sentido no vento repentino e momentâneo que soprou pela janela do 14º andar diretamente em minha direção. E eu bem sei que não é possível uma vida sem esperança. Todos precisam de esperança para viver. Até mesmo os fortes. Aliás, o que é ser forte? Mais uma coisa a qual desconheço significados.
Esses dias li uma frase postada por uma amiga, frase de Guimarães Rosa e que diz assim: "Quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo." Talvez a minha vida seja assim: repleta de milagres cotidianos que na maioria das vezes me encontro incapaz de enxergar. Milagres como um sorriso, um gesto, um abraço, uma gentileza de algum desconhecido ou até mesmo um bom dia. Um pedido de perdão ou a descoberta de um grande amigo. Milagres que eu mesma sou capaz de realizar diariamente, desde os pequenos até os grandes. Por que todo milagre por sua condição de milagre é constituído de pura grandeza. Então prefiro seguir assim: acreditando e realizando. O destino de cada um, em sua mais direta significação, é determinado por cada um através de suas escolhas e atitudes. Meu tempo não é eterno.
Fui olhando as roupas vagarosamente, comecei a pensar sobre o que iria vestir no aniversário de uma amiga daqui umas duas semanas, sobre fazer algumas compras de roupas da nova estação, sobre a Rua José Paulino e sobre o Brás. De repente, percebi mesmo sem perceber, que por um momento havia esquecido todos os meus problemas, possíveis neuras e loucuras, e principalmente sobre o fato de ter deixado de levar meus óculos ao fórum (motivo pelo qual peguei a Consolação de volta ao apartamento onde moro). Comecei a viajar naquele momento de vagueza mental do tipo extremamente raro para uma pessoa como eu, quando olhei de relance para meu braço direito e vi algo diferente da cor de minha jaqueta meia-estação e fiquei com medo do inseto que havia pousado em mim. Era uma mariposa, estava certa disso. E precisava tirá-la de mim, urgentemente. Odeio mariposas e tentei bater o braço no ar para que a escrotinha voasse para algum lugar bem longe de tudo o que me pertencia.
Um funcionário da loja reparou no que acontecia e instantaneamente me ajudou com a mariposa, batendo uma blusa nela para que fosse a outro lugar. Quando levantou vôo, logo reparei em algo surpreendente: não se tratava de uma mariposa, mas sim de uma bela borboleta de tamanho médio e cor de mel com manchas de um marrom um pouco mais escuro. No momento em que percebi a condição de borboleta daquele bichinho que segundos atrás havia julgado escroto, deparei-me com algumas pequenas verdades as quais tinha esquecido por completo – se não ignorado – com a visão pessimista construída em minha mente por uma equação de motivos x.
Acontece que de alguma forma, percebi o ocorrido como um pequeno milagre daqueles tão comentados pelas pessoas e tão relatado nos livros e filmes e músicas, milagre bonito e que eu já julgava fictício. Sofri um leve choque de realidade que bateu em meu corpo como os pequenos fisgares de eletricidade que eu tanto precisava.
Sendo tão honesta como em nenhum outro momento deste texto, meu dia tinha sido um porre e eu estava magoada pra caralho. Na verdade, não posso deixar de dizer que ando bem magoada e sensível com tudo. Mas a borboleta mudou meu dia. Qual a probabilidade de algo assim acontecer dentro de uma magazine gigantesca localizada em um dos locais mais poluídos, estressantes e sujos do país num dia triste e chuvoso? São Paulo parecia chorar. Pelo menos a meu ver.
Prefiro acreditar que as chances de todo o lance são pequenas, muito pequenas, e que talvez aquela borboleta que me encontrou e depois saiu voando seja a coisa pela qual tenho pedido constantemente ao que cabe a cada um denominar de Deus, força, energia ou qualquer outro nome. Prefiro acreditar que a borboleta tenha sido para mim um sinal de esperança. O mesmo sinal que dias atrás pensei ter sentido no vento repentino e momentâneo que soprou pela janela do 14º andar diretamente em minha direção. E eu bem sei que não é possível uma vida sem esperança. Todos precisam de esperança para viver. Até mesmo os fortes. Aliás, o que é ser forte? Mais uma coisa a qual desconheço significados.
Esses dias li uma frase postada por uma amiga, frase de Guimarães Rosa e que diz assim: "Quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo." Talvez a minha vida seja assim: repleta de milagres cotidianos que na maioria das vezes me encontro incapaz de enxergar. Milagres como um sorriso, um gesto, um abraço, uma gentileza de algum desconhecido ou até mesmo um bom dia. Um pedido de perdão ou a descoberta de um grande amigo. Milagres que eu mesma sou capaz de realizar diariamente, desde os pequenos até os grandes. Por que todo milagre por sua condição de milagre é constituído de pura grandeza. Então prefiro seguir assim: acreditando e realizando. O destino de cada um, em sua mais direta significação, é determinado por cada um através de suas escolhas e atitudes. Meu tempo não é eterno.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Texto sem título.
Escrever.
Mas sobre o que?
Talvez a respeito dos dias que se intercalam numa rotina de acabar rápida ou vagarosamente.
Ou então sobre olhos e sorrisos que enganam a qualquer alma que não queira ver algo realmente nada mais comum que todos os demais.
Escrever sobre uma expressão facial momentaneamente pura em todos seus diversos sentidos, ao tratar-se de algo para o qual se dá um valor mais especial que o de costume.
Relembrar a respeito de coisas tidas certamente como sonhos durante um certo período de tempo - às vezes até mais curto que qualquer período de um sonho verdadeiramente sonhado deveria ser - e que depois desaparecem como remota e vaga ilusão de algo que apenas poderia ter sido vivido.
Poderia ter sido mas não foi.
E a culpa é de quem?
De quem é a culpa de sonhar e iludir e sonhar e iludir repetitivas e constantes vezes, vezes possivelmente até mesmo mais constantes e velozes que o bater dos cílios num piscar de quaisquer olhos humanos?
E quem deu direito ao homem de julgar o devaneio alheio com o repúdio encontrado naqueles que não toleram a possibilidade da existência de nada ultrapassador das barreiras consideradas aceitáveis segundo certa forma de comportamento pré- estabelecido dentro daquilo tido como digno dentro do convívio social ideal?
E quem disse que há direito de julgar o desigual?
Não há. Pois o desigual também não há.
E igualmente não há nada do que aqui alguns minutos atrás foi escrito.
Não há nada disso.
Aqui não há de haver nada.
Mas sobre o que?
Talvez a respeito dos dias que se intercalam numa rotina de acabar rápida ou vagarosamente.
Ou então sobre olhos e sorrisos que enganam a qualquer alma que não queira ver algo realmente nada mais comum que todos os demais.
Escrever sobre uma expressão facial momentaneamente pura em todos seus diversos sentidos, ao tratar-se de algo para o qual se dá um valor mais especial que o de costume.
Relembrar a respeito de coisas tidas certamente como sonhos durante um certo período de tempo - às vezes até mais curto que qualquer período de um sonho verdadeiramente sonhado deveria ser - e que depois desaparecem como remota e vaga ilusão de algo que apenas poderia ter sido vivido.
Poderia ter sido mas não foi.
E a culpa é de quem?
De quem é a culpa de sonhar e iludir e sonhar e iludir repetitivas e constantes vezes, vezes possivelmente até mesmo mais constantes e velozes que o bater dos cílios num piscar de quaisquer olhos humanos?
E quem deu direito ao homem de julgar o devaneio alheio com o repúdio encontrado naqueles que não toleram a possibilidade da existência de nada ultrapassador das barreiras consideradas aceitáveis segundo certa forma de comportamento pré- estabelecido dentro daquilo tido como digno dentro do convívio social ideal?
E quem disse que há direito de julgar o desigual?
Não há. Pois o desigual também não há.
E igualmente não há nada do que aqui alguns minutos atrás foi escrito.
Não há nada disso.
Aqui não há de haver nada.
domingo, 11 de setembro de 2011
... Eu?
Quanto a muito por ai, me resta esperar, e é natural que seja assim. E enquanto espero, ando pensando seriamente em algumas coisas durante momentos avulsos, porém ultimamente nem tão avulsos quanto possam aparentar. Ando pensando em modificar e arriscar. Modificar minha rotina de forma a obter coisas novas e construtivas para minha mente, encontrar uma forma de seguir a filosofia de paz que procuro dentro de mim.
Mas não pretendo nem quero encontrar minha paz de forma mascarada, e não sei exatamente qual o primeiro passo necessário dar para poder finalmente chegar ao caminho de uma possível verdade. Então tenho idéias e fico imaginando qual a quantidade de paz possível obter caso venham a ser concretizadas. Andei pensando em conhecer melhor a cidade onde vivo, cidade que tenho aproveitado de forma comum e desperdiçado sua verdadeira grandeza, aquela grandeza que se esconde por trás de todos os dias automáticos e agitados, grandeza escondida na cultura, na história, em cada grafite pintado nos muros de prédios abandonados ou novas construções. Grandeza que posso encontrar em museus e praças, ruas e até mesmo numa simples estação de metrô. Grandeza que já disse ter encontrado no mistério escondido em um pátio dentro da mais famosa avenida paulistinha.
Andei cogitando a possibilidade de cada dia conhecer um lugar novo aqui por perto de onde moro, lugar extremamente rico e que tenho insistido em ignorar. Sei lá, na verdade ando pensando na possibilidade de sugar um pouco dessa grandeza pra dentro de mim, uma vez que a vida está diante de minha pequena pessoa para ser vivida, e que viver não se resume apenas ao simples fato de respirar, muito pelo contrário, vai bem além do ato involuntário, cotidiano e mesmo assim ignorado por mim e por grande parte dos demais.
Tenho percebido o valor não só da amizade verdadeira, como também o valor de uma família (não aquela que a gente escolhe, aquela em que a gente nasce). E descubro cada vez mais a perfeição localizada dentro da minha. Troquei de emprego e ganho menos, mas me encontro com uma dose extra de calmaria proporcional à mudança de salário. Aliás, acho que finalmente percebi que o esforço para manter a paciência muitas vezes pode significar o alcance de algo muito maior, superior. E que a gente pode se enganar muito em relação a certas coisas que cultivamos na cabeça. Sim, a verdade de ontem e hoje pode se tornar o grande engano de amanhã. Algo que só quem sente consegue entender. E toda essa parte da felicidade tranqüila que tenho encontrado nas coisas pequenas, mesmo que elas signifiquem nada mais que uma sutil viagem de ônibus até a faculdade, acho só eu mesma sou capaz de conseguir captar.
Bom, depois de deixar muita coisa sem ser escrita, isto é o melhor que tenho a oferecer pelo momento. Não é um texto lá muito cheio de conteúdo nem muito bem escrito, mas certamente possuidor de uma porcentagem de mim maior que muitas outras já colocadas aqui. Digamos que as frases acima são, neste exato momento, a maior parte de mim.
Quanto a você que se deu o trabalho de ler o texto inteiro, obrigada! Agradeço por me deixar compartilhar, e mais ainda caso tenha conseguido absorver um pouco daquilo que tentei esclarecer. Enfim, caso você tenha sentido como eu sinto, obrigada!
Boa segunda feira para todos, em especial para aqueles que ajudam constantemente a transformar tudo o que não vale a pena em motivos de grandes sorrisos. Obrigada!
Mas não pretendo nem quero encontrar minha paz de forma mascarada, e não sei exatamente qual o primeiro passo necessário dar para poder finalmente chegar ao caminho de uma possível verdade. Então tenho idéias e fico imaginando qual a quantidade de paz possível obter caso venham a ser concretizadas. Andei pensando em conhecer melhor a cidade onde vivo, cidade que tenho aproveitado de forma comum e desperdiçado sua verdadeira grandeza, aquela grandeza que se esconde por trás de todos os dias automáticos e agitados, grandeza escondida na cultura, na história, em cada grafite pintado nos muros de prédios abandonados ou novas construções. Grandeza que posso encontrar em museus e praças, ruas e até mesmo numa simples estação de metrô. Grandeza que já disse ter encontrado no mistério escondido em um pátio dentro da mais famosa avenida paulistinha.
Andei cogitando a possibilidade de cada dia conhecer um lugar novo aqui por perto de onde moro, lugar extremamente rico e que tenho insistido em ignorar. Sei lá, na verdade ando pensando na possibilidade de sugar um pouco dessa grandeza pra dentro de mim, uma vez que a vida está diante de minha pequena pessoa para ser vivida, e que viver não se resume apenas ao simples fato de respirar, muito pelo contrário, vai bem além do ato involuntário, cotidiano e mesmo assim ignorado por mim e por grande parte dos demais.
Tenho percebido o valor não só da amizade verdadeira, como também o valor de uma família (não aquela que a gente escolhe, aquela em que a gente nasce). E descubro cada vez mais a perfeição localizada dentro da minha. Troquei de emprego e ganho menos, mas me encontro com uma dose extra de calmaria proporcional à mudança de salário. Aliás, acho que finalmente percebi que o esforço para manter a paciência muitas vezes pode significar o alcance de algo muito maior, superior. E que a gente pode se enganar muito em relação a certas coisas que cultivamos na cabeça. Sim, a verdade de ontem e hoje pode se tornar o grande engano de amanhã. Algo que só quem sente consegue entender. E toda essa parte da felicidade tranqüila que tenho encontrado nas coisas pequenas, mesmo que elas signifiquem nada mais que uma sutil viagem de ônibus até a faculdade, acho só eu mesma sou capaz de conseguir captar.
Bom, depois de deixar muita coisa sem ser escrita, isto é o melhor que tenho a oferecer pelo momento. Não é um texto lá muito cheio de conteúdo nem muito bem escrito, mas certamente possuidor de uma porcentagem de mim maior que muitas outras já colocadas aqui. Digamos que as frases acima são, neste exato momento, a maior parte de mim.
Quanto a você que se deu o trabalho de ler o texto inteiro, obrigada! Agradeço por me deixar compartilhar, e mais ainda caso tenha conseguido absorver um pouco daquilo que tentei esclarecer. Enfim, caso você tenha sentido como eu sinto, obrigada!
Boa segunda feira para todos, em especial para aqueles que ajudam constantemente a transformar tudo o que não vale a pena em motivos de grandes sorrisos. Obrigada!
domingo, 21 de agosto de 2011
Apenas mais algum sem definição
As palavras certas, eu sei que existem em algum lugar
Um dia ei de encontrá-las para poder evidenciar
Minh´alma doce e amarga
E tudo aquilo que não quer calar
Necessidades de reprimir impulsos sinceros e internos
Que nem ao menos a face é capaz de ao mundo mostrar
Tudo o que fica de tudo o que vai e vem
E a imensidão que se encontra guardada no peito de alguém
Um dia, eu sei
Que um dia encontrarei.
Que um dia talvez saberei.
Um dia ei de encontrá-las para poder evidenciar
Minh´alma doce e amarga
E tudo aquilo que não quer calar
Necessidades de reprimir impulsos sinceros e internos
Que nem ao menos a face é capaz de ao mundo mostrar
Tudo o que fica de tudo o que vai e vem
E a imensidão que se encontra guardada no peito de alguém
Um dia, eu sei
Que um dia encontrarei.
Que um dia talvez saberei.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
A primeira das histórias sobre João Ninguém
João ninguém nasceu em mais um dia desses sem identidade. Um dia comum no mundo, cheio de coisas especiais e tragédias genuínas. Completou um ano de idade num dia desses considerados de azar por alguns supersticiosos. Cresceu e foi vivendo a vida assim, levando um dia após o outro. Se não me recordo de muitas coisas especiais em sua trajetória, a qual acompanhei com olhos atentos através da fechadura de uma porta, talvez a razão seja que ele não os tenha tido. Mas viveu, sim. E algumas coisas marcaram.
Acontece que João sofreu muito no decorrer de um período em sua vida. Talvez sua sensibilidade tenha feito com que sofresse mais que uma pessoa considerada comum. Bem ele, que era João Ninguém. Sobrenome que marcou sua vida e fez com que se lembrasse de sua condição durante muito tempo. João Ninguém. Ninguém, João.
João teve diversos problemas durante sua adolescência. Era tachado de bobo na escola. Sua timidez sempre o impedira de ir um pouco mais além, mostrar seu verdadeiro potencial. E era também diferente das demais crianças. Sempre se importara muito em conseguir dar o melhor de si. Fosse aos estudos, amizades, na família, na aparência, no amor. E buscara sempre conseguir chegar, ao menos, perto de alcançar a perfeição.
Ao terminar o ensino médio, João viveu sobre a constante pressão de conseguir se encaixar em alguma coisa que lhe proporcionasse não apenas um futuro agradável, mas também algo que fosse capaz de suprir suas necessidades do coração. Para ele, importava mais viver daquilo que amava. Mas o que é que amava? Nem ele sabia. E no meio de toda a confusão entre procuras e procuras, João encontrou uma coisa que talvez fizesse sentido. Encontrou por influência externa, mas encontrou. Infelizmente, tal coisa me é um assunto assim, discretamente proibido.
Durante sua pacata vida louca de alguém chamado Ninguém, João (assim como todas as demais pessoas) se apaixonara algumas vezes. Para sua infelicidade, nada que fizesse algum sentido real, ou fosse capaz de preencher todas aquelas lacunas que só outro alguém é capaz de colorir. Então João amava, se arrependia, e depois olhava para tudo como pensando que tivesse sido apenas mais um daqueles sonhos longos. Quando ele acordava, não restava mais nada, apenas vagas lembranças.
De qualquer forma, acredito que não se possa comentar sobre os amores de João sem citar o momento em que ele encontrou uma menina. É claro que a história do sonho aconteceu, como com todas as outras. Esta, porém, mexeu com alguma coisa diferente dentro dele. Era uma menina que aparentava estar sempre calma, apesar de sua eterna inquietude. Ela tinha lá seus problemas na vida, estando a maioria localizada dentro de si. Problemas internos, assim como João. Dizem por ai que aqueles que vivem na eterna busca pela perfeição são os que mais sofrem. Enfim, as coisas, como sempre, deram errado para João Ninguém. Ele e a menina bonita nunca mais se viram. Mas João aprendera muito no tempo em que esteve com ela, ainda mais no tempo em que sentira o peso de sua ausência. Tempo breve e profundo, diga-se de passagem.
Termino aqui então escrevendo sobre algumas das lições de João. A maior delas, sem dúvidas, foi descobrir que ele não era tão ninguém assim. Todo mundo é alguém a partir do momento em que faz falta na vida de alguém. E mesmo longe, a menina também se lembrou dele no decorrer de várias noites. Algumas até mesmo sem dormir. João também finalmente aprendeu com seus erros. Parou de tentar ser perfeito o tempo todo. Entendeu que a vida é imperfeição, e que a verdadeira perfeição deve apenas ser imperfeita. Esta é a regra do mundo. E que no meio de tanta gente, um simples sorriso ou gesto de amor tira a condição de alguém passar despercebido. Entendeu que as coisas pequenas são as que realmente valem a pena, nada além. E que quando se tem tudo, não se deve jamais sentir falta daquilo que não está presente. João entendeu que se deve amar aquilo que existe ao seu redor. E que se deve amar as pessoas que o amam também. Valorizar. João aprendeu tanto, mas tanto. Aprendeu tanto, que ao olhar pro seu interior, descobriu o bem que ele poderia ser. E passou a dedicar o resto de seus dias a tentar melhorar alguma coisa em si, sempre. Jamais buscou novamente a perfeição, apenas tentou fazer com que os dias de todos que se encontravam presentes em sua vida valessem um pouco mais a pena. João aprendeu a amar. E depois viveu todos os seus dias se lembrando de que ser Ninguém não lhe era mais que apenas uma opção. E que tudo, um dia, tudo volta para o seu lugar. Só depende do tempo e de cada um. E então, em paz, João encontrou seu próprio destino. Assim, sempre como quem não quer nada e anda um pouco distraído...
Acontece que João sofreu muito no decorrer de um período em sua vida. Talvez sua sensibilidade tenha feito com que sofresse mais que uma pessoa considerada comum. Bem ele, que era João Ninguém. Sobrenome que marcou sua vida e fez com que se lembrasse de sua condição durante muito tempo. João Ninguém. Ninguém, João.
João teve diversos problemas durante sua adolescência. Era tachado de bobo na escola. Sua timidez sempre o impedira de ir um pouco mais além, mostrar seu verdadeiro potencial. E era também diferente das demais crianças. Sempre se importara muito em conseguir dar o melhor de si. Fosse aos estudos, amizades, na família, na aparência, no amor. E buscara sempre conseguir chegar, ao menos, perto de alcançar a perfeição.
Ao terminar o ensino médio, João viveu sobre a constante pressão de conseguir se encaixar em alguma coisa que lhe proporcionasse não apenas um futuro agradável, mas também algo que fosse capaz de suprir suas necessidades do coração. Para ele, importava mais viver daquilo que amava. Mas o que é que amava? Nem ele sabia. E no meio de toda a confusão entre procuras e procuras, João encontrou uma coisa que talvez fizesse sentido. Encontrou por influência externa, mas encontrou. Infelizmente, tal coisa me é um assunto assim, discretamente proibido.
Durante sua pacata vida louca de alguém chamado Ninguém, João (assim como todas as demais pessoas) se apaixonara algumas vezes. Para sua infelicidade, nada que fizesse algum sentido real, ou fosse capaz de preencher todas aquelas lacunas que só outro alguém é capaz de colorir. Então João amava, se arrependia, e depois olhava para tudo como pensando que tivesse sido apenas mais um daqueles sonhos longos. Quando ele acordava, não restava mais nada, apenas vagas lembranças.
De qualquer forma, acredito que não se possa comentar sobre os amores de João sem citar o momento em que ele encontrou uma menina. É claro que a história do sonho aconteceu, como com todas as outras. Esta, porém, mexeu com alguma coisa diferente dentro dele. Era uma menina que aparentava estar sempre calma, apesar de sua eterna inquietude. Ela tinha lá seus problemas na vida, estando a maioria localizada dentro de si. Problemas internos, assim como João. Dizem por ai que aqueles que vivem na eterna busca pela perfeição são os que mais sofrem. Enfim, as coisas, como sempre, deram errado para João Ninguém. Ele e a menina bonita nunca mais se viram. Mas João aprendera muito no tempo em que esteve com ela, ainda mais no tempo em que sentira o peso de sua ausência. Tempo breve e profundo, diga-se de passagem.
Termino aqui então escrevendo sobre algumas das lições de João. A maior delas, sem dúvidas, foi descobrir que ele não era tão ninguém assim. Todo mundo é alguém a partir do momento em que faz falta na vida de alguém. E mesmo longe, a menina também se lembrou dele no decorrer de várias noites. Algumas até mesmo sem dormir. João também finalmente aprendeu com seus erros. Parou de tentar ser perfeito o tempo todo. Entendeu que a vida é imperfeição, e que a verdadeira perfeição deve apenas ser imperfeita. Esta é a regra do mundo. E que no meio de tanta gente, um simples sorriso ou gesto de amor tira a condição de alguém passar despercebido. Entendeu que as coisas pequenas são as que realmente valem a pena, nada além. E que quando se tem tudo, não se deve jamais sentir falta daquilo que não está presente. João entendeu que se deve amar aquilo que existe ao seu redor. E que se deve amar as pessoas que o amam também. Valorizar. João aprendeu tanto, mas tanto. Aprendeu tanto, que ao olhar pro seu interior, descobriu o bem que ele poderia ser. E passou a dedicar o resto de seus dias a tentar melhorar alguma coisa em si, sempre. Jamais buscou novamente a perfeição, apenas tentou fazer com que os dias de todos que se encontravam presentes em sua vida valessem um pouco mais a pena. João aprendeu a amar. E depois viveu todos os seus dias se lembrando de que ser Ninguém não lhe era mais que apenas uma opção. E que tudo, um dia, tudo volta para o seu lugar. Só depende do tempo e de cada um. E então, em paz, João encontrou seu próprio destino. Assim, sempre como quem não quer nada e anda um pouco distraído...
sábado, 6 de agosto de 2011
Na madrugada escandalosa
Alcancei a sanidade ao beirar a loucura genuína
E me encontro aqui agora vivendo apenas este instante de forma devagar
Como estou sempre a procurar alguma coisa além que me faça algum sentido por ai
Um uma mistura de lucidez e realidade que não consigo encontrar sozinha em mim
Nem nas palavras que me surgem repentinamente com alguma dificuldade ou às vezes nem tanta
Então eu continuo aqui a tentar não roer as unhas recém pintadas da minha mão esquerda
Enquanto minha mente vagueia dentro da imensidão dela mesma e eu fico na busca de algo talvez nada mais que inatingível
Inatingível sim, mas jamais por real impossibilidade
A perpetuação da característica vital advém da condição de desconhecimento do elemento.
E eu sempre tento dizer sobre aquilo que não consigo de forma alguma expressar.
Como já nos disse Renato:
"Não estou mais interessado no que sinto, não acredito em nada além do que duvido."
Talvez eu ande apenas precisando tirar umas férias de mim e da minha cabeça sempre cheia de maluquices maluquinhas... ;)
Boa madrugada escancaradamente escandalosa a todos!
E me encontro aqui agora vivendo apenas este instante de forma devagar
Como estou sempre a procurar alguma coisa além que me faça algum sentido por ai
Um uma mistura de lucidez e realidade que não consigo encontrar sozinha em mim
Nem nas palavras que me surgem repentinamente com alguma dificuldade ou às vezes nem tanta
Então eu continuo aqui a tentar não roer as unhas recém pintadas da minha mão esquerda
Enquanto minha mente vagueia dentro da imensidão dela mesma e eu fico na busca de algo talvez nada mais que inatingível
Inatingível sim, mas jamais por real impossibilidade
A perpetuação da característica vital advém da condição de desconhecimento do elemento.
E eu sempre tento dizer sobre aquilo que não consigo de forma alguma expressar.
Como já nos disse Renato:
"Não estou mais interessado no que sinto, não acredito em nada além do que duvido."
Talvez eu ande apenas precisando tirar umas férias de mim e da minha cabeça sempre cheia de maluquices maluquinhas... ;)
Boa madrugada escancaradamente escandalosa a todos!
quarta-feira, 27 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Perguntas e respostas
Encontro-me em um daqueles dias em que tenho vontade de escrever o mundo todo, muito embora ele não caiba em minhas simples singelas palavras. Percebo, enfim, sobre o peso de todas as coisas que podem acontecer ao mesmo tempo. Percebo, e assim como fui capaz de pressentir a tempestade, agora sinto aproximar-se o seu fim. Sinto com toda a força que um ser humano é capaz de encontrar dentro de si: ela está indo embora. Está indo embora e agora resta reconstruir tudo aquilo por ela destruído. Hoje, de súbito, algo bateu em mim e... Bom, agora estou aqui. Depois dos feitos que não se permitem serem desfeitos. Depois dos erros e dos preços. E também depois daquele acaso que sempre acaba pegando a gente. Agora estou aqui, eu, comigo mesma.
Há alguns minutos, uma amiga disse assim: “você vai recuperar a sua paz”. Eu sei que vou. Algumas coisas dependem de nós e somente de nós, certo?! Reagir. Lembro-me agora de uma música, que assim como diversas outras, marcou minha infância junto, provavelmente, a pessoa mais querida por mim: meu irmão. Cair e Levantar, Cueio Limão. “Desatar os nós, depende de nós”. E de mim, no caso. Chega agora a hora do recomeço, batendo em minhas costas com toda a sua plenitude e grandeza. O recomeço é belo, e já sou capaz de sentir a beleza que o futuro traz, podendo até reconhecer algumas de suas partes. Sim, reconheço e valorizo desde já. Uma lição? Valorizar sempre o que se tem. Sempre, tudo. E não se esquecer de tal mandamento jamais. Nunca esquecer de valorizar. Valorizar-te. ValorizARTE. Recomeçar. RecomeçARTE.
Quanto ao passado? Deixá-lo quieto. Não brincar com o passado, pois com o passado não se brinca. O passado é poderoso e forte. Forte e poderoso. Então é melhor tirar dele aquilo de valor, e depois, deixá-lo descansar, segundo seu próprio desejo. E tocá-lo apenas para jamais se esquecer de com ele muita coisa aprender.
Hoje, me foram direcionadas duas perguntas capazes de mudar todos os meus próximos dias.
1- “Mas amiga, está tudo bem?”
Ao que eu respondi: “Irá ficar. Ficará!” (Disto estou certa e sei que será sem mais demora.)
2- “Alguém já fez uma declaração (música) tão bonita assim pra você? Você acha isso bobo ou bonito?” E mandaram junto um vídeo de “Just the way you are”. Eu então respondi: “Música não, mas já me direcionaram palavras tão belas quanto, se não ainda mais. E eu julgo belo. A beleza é relativa. Tudo consiste numa pequena grande coisinha: o sentimento ser recíproco.” (Moral da história?! Não tente se enganar no amor. Não minta. Nem para os outros, nem para si mesmo.)
Sim, alguma coisa muito grande mudou aqui em mim.
Há alguns minutos, uma amiga disse assim: “você vai recuperar a sua paz”. Eu sei que vou. Algumas coisas dependem de nós e somente de nós, certo?! Reagir. Lembro-me agora de uma música, que assim como diversas outras, marcou minha infância junto, provavelmente, a pessoa mais querida por mim: meu irmão. Cair e Levantar, Cueio Limão. “Desatar os nós, depende de nós”. E de mim, no caso. Chega agora a hora do recomeço, batendo em minhas costas com toda a sua plenitude e grandeza. O recomeço é belo, e já sou capaz de sentir a beleza que o futuro traz, podendo até reconhecer algumas de suas partes. Sim, reconheço e valorizo desde já. Uma lição? Valorizar sempre o que se tem. Sempre, tudo. E não se esquecer de tal mandamento jamais. Nunca esquecer de valorizar. Valorizar-te. ValorizARTE. Recomeçar. RecomeçARTE.
Quanto ao passado? Deixá-lo quieto. Não brincar com o passado, pois com o passado não se brinca. O passado é poderoso e forte. Forte e poderoso. Então é melhor tirar dele aquilo de valor, e depois, deixá-lo descansar, segundo seu próprio desejo. E tocá-lo apenas para jamais se esquecer de com ele muita coisa aprender.
Hoje, me foram direcionadas duas perguntas capazes de mudar todos os meus próximos dias.
1- “Mas amiga, está tudo bem?”
Ao que eu respondi: “Irá ficar. Ficará!” (Disto estou certa e sei que será sem mais demora.)
2- “Alguém já fez uma declaração (música) tão bonita assim pra você? Você acha isso bobo ou bonito?” E mandaram junto um vídeo de “Just the way you are”. Eu então respondi: “Música não, mas já me direcionaram palavras tão belas quanto, se não ainda mais. E eu julgo belo. A beleza é relativa. Tudo consiste numa pequena grande coisinha: o sentimento ser recíproco.” (Moral da história?! Não tente se enganar no amor. Não minta. Nem para os outros, nem para si mesmo.)
Sim, alguma coisa muito grande mudou aqui em mim.
Assinar:
Postagens (Atom)